Carros partilhados da Emov vão chegar a Alfragide

Empresa tem 18 mil utilizadores em Lisboa e quer alargar-se a outras zonas periféricas.

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daniel rocha

A empresa de carros partilhados Emov, que está em Lisboa há um ano e meio, vai começar a operar também em Alfragide, no concelho da Amadora, uma zona densamente povoada e com inúmeros espaços comerciais de grande dimensão.

Em Abril de 2018, quando chegou à capital portuguesa, a Emov teve direito a cerimónia de lançamento nos Paços do Concelho, com presidente da câmara a botar discurso e uma plateia de vereadores e directores municipais. Esta terça-feira, num hotel lisboeta, perante uma assistência bem mais reduzida, foi dia de balanços. Ignácio Román, presidente executivo da empresa, revelou que esta tem actualmente 18 mil utilizadores em Lisboa, cidade onde foram feitas mais de 100 mil viagens, o que corresponde a mais de 650 mil quilómetros percorridos.

“Detectámos, no último ano e meio, que Lisboa tem as suas especificidades. Precisávamos de um serviço que permitisse às pessoas aceder à cidade desde os arredores e vice-versa”, disse. A Emov está a negociar com a câmara da Amadora para chegar a mais freguesias, mas para já entra em Alfragide, à porta de Lisboa, aproveitando uma rede de transportes públicos deficiente e uma grande concentração de empresas e centros comerciais.

“Nós não vimos substituir nada, vimos complementar”, afirmou Ignácio Román, garantindo que quer “oferecer soluções para que as pessoas mudem de hábitos”. O presidente da empresa citou um estudo germano-americano segundo o qual um carro em regime de partilha (carsharing) tira entre 10 a 15 automóveis das ruas das cidades, uma estimativa que parece ser muito exagerada para a realidade lisboeta.

A câmara tem-se esforçado por promover estas soluções de mobilidade através da criação de estacionamento exclusivo e do lançamento do site Partilha Lisboa, que agrega todos os operadores de carros, motas, bicicletas e trotinetes partilhadas que actuam na cidade. Há ainda várias zonas – Marvila, Beato, Olivais e Chelas, entre outras – onde estes serviços não estão disponíveis.

A Emov, que passará a chamar-se Free2Move num futuro próximo como consequência da sua total integração no grupo PSA, trabalhava exclusivamente com veículos eléctricos, mas agora acrescentou 30 automóveis a gasolina à sua frota. “Este veículo é um salto de qualidade e permite-nos chegar a outros sítios”, disse Román, referindo-se aos DS3, carros do estilo SUV que custarão 0,31 euros por minuto. Os eléctricos, Citroën C0, continuam a custar 0,26 euros.

Tal como as concorrentes DriveNow e 24/7 City, a Emov funciona com uma aplicação para telemóveis, através da qual é possível reservar a viatura pretendida e pagar as viagens.