PCP diz que saída de Evo Morales foi “golpe de Estado”

Comunistas querem que o Governo português expresse uma “inequívoca rejeição” ao processo de afastamento do Presidente da Bolívia.

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LUSA/STR

Os comunistas portugueses classificam a demissão do Presidente da Bolívia, Evo Morales, como um “golpe de Estado” e acusam “forças reaccionárias e anti-democráticas bolivianas” apoiadas por forças externas como os Estados Unidos de levarem a cabo uma “acção terrorista” contra os movimentos populares bolivarianos, seus dirigentes e responsáveis estatais.

Em comunicado, o PCP afirma condenar “veementemente” o golpe de Estado que “afastou o legítimo Presidente do Estado Plurinacional da Bolívia”, Evo Morales, e quer que o Governo português expresse uma “inequívoca rejeição do golpe de Estado na Bolívia”.

Morales demitiu-se neste domingo, depois de as Forças Armadas terem exigido o seu afastamento para que se ponha fim à instabilidade que assola o país há três semanas, desde as presidenciais de dia 20, em que a oposição o acusa de fraude eleitoral. Evo Morales estava no poder desde 2006.

Na declaração que fez ao país, Morales vincou que não se demitia por vontade própria mas devido a um “golpe cívico, político e policial” e para procurar ajudar à “pacificação” do país.

Por isso, o PCP diz que essas forças reaccionárias têm a cumplicidade de forças policiais e militares e são “suportadas por inaceitáveis pressões e ingerências externas” e estão a desrespeitar a vontade popular expressa nas presidenciais de dia 20.

“Responsabilizando os sectores golpistas por qualquer atentado contra a integridade física de membros de forças políticas, de estruturas sindicais e de movimentos populares, o PCP condena e exige o fim da perseguição que é movida contra estes.” Por detrás dos acontecimentos na Bolívia está, diz o PCP, a “ofensiva do imperialismo norte-americano na América Latina, tendo como real objectivo derrotar o processo de afirmação soberana, de progresso económico e social e de emancipação que tem vindo a ter lugar na Bolívia desde 2006”.

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