Sem mencionar Lula, Bolsonaro pede aos seus apoiantes para não darem “munição ao canalha”

Bolsonaro demorou mais do que o normal a reagir à saída de Lula da prisão.

Bolsonaro referiu-se a Lula como "canalha"
Foto
Bolsonaro referiu-se a Lula como "canalha" Reuters/UESLEI MARCELINO

Um dia depois da libertação de Lula da Silva, o Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, quebrou o silêncio e pediu aos brasileiros para não darem “munição ao canalha”, que disse estar “livre, mas carregado de culpa”, embora sem nunca referir o nome do ex-chefe de Estado.

“Não dê munição ao canalha, que momentaneamente está livre, mas carregado de culpa”, escreveu Jair Bolsonaro na sua conta no Twitter. “Não podemos cometer erros. Sem um norte e um comando, mesmo a melhor tropa se torna num bando que atira para todos os lados, inclusive nos amigos”, acrescentou o Presidente brasileiro, numa mensagem publicada pelas 08h30 no Brasil (mais três horas em Lisboa).

Numa outra mensagem publicada poucos minutos depois, Bolsonaro afirma que o país iniciou “há poucos meses a nova fase de recuperação” e que este “não é um processo rápido”. “Mas avançamos com factos. Não dê munição ao canalha, que momentaneamente está livre, mas carregado de culpa”, repetiu Bolsonaro.

O antigo Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva saiu sexta-feira em liberdade após o Supremo Tribunal Federal brasileiro (STF) ter decidido anular prisões em segunda instância, como era o caso do antigo chefe de Estado, preso desde Abril de 2018 por corrupção e lavagem de dinheiro.

Este sábado, Lula vai discursar em São Bernardo do Campo, perto de São Paulo, para delinear a estratégia do Partido dos Trabalhadores na oposição ao Governo de Bolsonaro.