Conceição quer escrever a história do derby no Bessa

Treinador do FC Porto perdeu Pepe, mas já deve poder contar Marega no embate com o Boavista, que já terá Lito Vidigal no banco.

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Reuters/JASON CAIRNDUFF

Ainda com as marcas da derrota de Glasgow demasiado frescas, Sérgio Conceição evitou tocar numa ferida que tenderá a agravar-se caso o FC Porto não consiga abstrair-se do trajecto recente — empate na Madeira e vitória apertada frente ao Desp. Aves, no Dragão — para se focar totalmente no jogo com o Boavista, a encerrar a 11.ª jornada da Liga. Esta é a ideia do treinador portista, que pretende “escrever a história do derby” pela positiva, cumprindo a obrigação de candidato que viu o líder passar incólume nos Açores, ante o Santa Clara.

“O Boavista está muito competitivo e só perdeu a invencibilidade na última jornada”, advertiu Sérgio Conceição, ainda sem pistas relativamente à estratégia de Lito Vidigal, embora acredite que “pela lógica”, possa esperar uma linha de cinco defesas, com três centrais, sistema utilizado pelos portistas frente ao Rangers, a meio da semana.

 “O Lito pode surpreender e apresentar um médio a funcionar como terceiro central. Mas só posso controlar a minha equipa e é nisso que estou concentrado”, assumiu, pronto para enfrentar a realidade, contrariando o que “muitos românticos dizem”, pois o futebol moderno pertence às “equipas combativas, com agressividade nos duelos”. A propósito, deu o exemplo dos escoceses do Rangers, no último jogo. 

“O Celtic, por exemplo, também foi a Roma ganhar à Lazio”, sublinhou, deixando para o “talento dos jogadores o sexto momento”, a capacidade de resolver jogos, algo que poderá ser amenizado com o regresso de Marega, numa altura em que avançados como o internacional cabo-verdiano Zé Luís (não marca desde a sexta jornada) atravessam um longo jejum.

O anunciado regresso do “gigante” maliano coincide, contudo, com uma baixa importante na defesa, em resultado da lesão de Pepe, substituído no encontro de Glasgow, embora haja outros futebolistas em aparente sub-rendimento.

“Para representar o FC Porto não basta ter contrato, é preciso sentir o clube, a região, os adeptos, a nossa forma de estar”, lembra Conceição, numa espécie de aviso à tripulação, sublinhando a atitude de jogadores como Corona, que frente ao Desp. Aves “não esteve muito bem”, mas compensou com “transpiração e atitude”, destacou.

Atitude é algo que Lito Vidigal, que regressa no domingo ao banco do Boavista após castigo, pede aos jogadores, puxando também dos galões: “A equipa tem de ser igual ao que tem sido. Uma equipa solidária, uma equipa combativa, que sabe jogar bom futebol. Somos uma das melhores equipas a jogar futebol”.