Sporting ganha na Noruega e fica a uma vitória do apuramento

“Leões” derrotam Rosenborg por 0-2 e, com a derrota do PSV na Áustria, sobem ao primeiro lugar do Grupo D da Liga Europa.

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LUSA/Ole Martin Wold

Já sem Taça de Portugal, com o campeonato difícil e a Taça da Liga também, a Liga Europa arrisca-se a ser, a breve prazo, a única competição onde o Sporting estará confortável. Para já, os “leões” estão bem lançados para se qualificarem para os jogos a eliminar, depois do triunfo por 0-2 em Trondheim sobre o Rosenborg, na quarta jornada do Grupo D. Com esta vitória, mais o desaire do PSV na Áustria (4-1), os “leões” assumiram a liderança do agrupamento, com nove pontos (mais dois que holandeses e austríacos) e estão a um triunfo de seguirem para os 16 avos-de-final – o próximo jogo será em Alvalade, a 28 de Novembro, frente ao PSV.

Depois de um início torto em Eindhoven (derrota por 3-2), a campanha europeia dos “leões” endireitou-se, já com Jorge Silas ao leme, com três vitórias consecutivas, duas delas frente a uma equipa norueguesa que ainda não pontuou nesta Liga Europa e que pouco mostrou no duplo confronto com os “leões”. O Sporting é que não aproveitou as fragilidades do Rosenborg para ser absolutamente convincente. Marcou cedo e ganhou sem sofrer golos (coisa rara esta época), mas arrefeceu demasiado cedo no jogo (e estava frio, de facto, cerca de quatro graus negativos) e, depois, passou por alguns maus momentos.

Para o seu terceiro jogo europeu, Silas voltou a mudar o perfil táctico da equipa, com uma defesa composta por três centrais (Coates, Ilori e Neto) e o adiantamento dos laterais Rosier e Borja. Desta vez, não houve Luiz Phellype no ataque, onde voltou Bolasie para fazer dupla com Vietto. Seja qual for a táctica, há sempre um jogador que nunca sai e é por ele que a época “leonina” não está a ser ainda pior. Ter um jogador como Bruno Fernandes disfarça muita coisa e a sua influência sente-se em todos os momentos, mesmo no processo defensivo, sendo que a sua tarefa primordial é marcar golos e fazer assistências.

Os “leões” até tiveram uma entrada razoável no jogo, com um par de jogadas a criar algum perigo junto da baliza de Andre Hansen, um contra-ataque conduzido e finalizado por Borja, e um remate de Bolasie, ambas as jogadas paradas pelo guardião norueguês. O lance do primeiro golo acabou por validar de forma meramente circunstancial a opção pelos três centrais. Aos 16’, depois de um canto de Bruno Fernandes, a bola foi ter aos pés de Luís Neto, que mostrou uma habilidade surpreendente na arte do cruzamento. A bola foi direitinha para a cabeça de Coates e para o fundo da baliza do Rosenborg.

O Sporting foi tendo o jogo controlado, com o adversário a mostrar uma tremenda falta de capacidade em segurar a bola por muito tempo. Num desses duelos ganhos no meio-campo, Doumbia ficou com a bola e deixou-a para o homem que sabe sempre o que fazer com ela. Bruno Fernandes recebeu, avançou para a área, esperou por Hovland, passou a bola do pé direito para o pé esquerdo e fez o 0-2.

Com dois golos de vantagem, os “leões” arrefeceram muito a partida e entraram em modo gestão na segunda parte. Ainda podiam ter tido outra tranquilidade no resultado se o árbitro tivesse assinalado um penálti a castigar uma falta de Hovland sobre Vietto aos 62’, mas o Sporting poucas mais vezes se aproximou da área do Rosenborg, que, por seu lado, ainda provocou alguns calafrios a Renan Ribeiro. 

Mas a vantagem já era relativamente tranquila e Silas ainda aproveitou para dar mais alguns minutos a Rafael Camacho (que esteve perto do golo), a Rodrigo Fernandes e a Pedro Mendes, três jovens da formação que vão ganhando rodagem para eventualmente assumirem um papel mais relevante num futuro não muito distante. Para já, o importante é ir ganhando e Silas, o terceiro técnico do Sporting desta época, já leva seis vitórias em oito jogos, para um total de oito vitórias em 17 encontros.