Berlim expulsa os “soldados americanos” do Checkpoint Charlie por incomodarem os turistas

Os actores que se vestem de soldados dos EUA, prontos para cobrarem por fotografias, foram acusados de assediarem os turistas e de serem agressivos.

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Checkpoint Charlie Fabrizio Bensch/Reuters
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Checkpoint Charlie EPA/HAYOUNG JEON
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Checkpoint Charlie Fabrizio Bensch/Reuters

A poucos dias das celebrações dos 30 anos da queda do Muro de Berlim, a cidade decidiu expulsar os actores que se vestem de soldados norte-americanos do Checkpoint Charlie, a célebre passageira fronteiriça entre as duas Alemanhas dos tempos da Guerra Fria, hoje em dia uma grande zona turística.

De futuro, os turistas vão encontrar o cenário alterado, sem estes figurantes presentes. Há mais de duas décadas que actores, com uniformes militares, estavam pela área, esperando os turistas para ganharem algum dinheiro com as fotos. 

Segundo o grupo de actores, conhecido como Dance Factory, os visitantes é que decidem contribuir voluntariamente pela sua participação nas fotos. Mas, após algumas queixas, adianta a BBC, uma investigação policial revelou que na verdade há um preço de tabela (4 euros) e que os actores assediavam os turistas e ofendiam os que se recusavam a pagar, tendo, inclusive, atitudes agressivas.

As autoridades locais de Friedrichshain-Kreuzberg, o distrito de Berlim que abrange a zona, decidiram pôr fim ao negócio e expulsar os “soldados americanos”, proibindo-os de explorar os turistas, uma decisão semelhante à que Roma tomou em relação a pessoas vestidas de gladiadores no centro da cidade.

Por Berlim, há muitas vozes críticas contra o que é chamado de “disneyficação” da área histórica de Checkpoint Charlie, “entre lojas de bugigangas e cadeias de fast-food”, como escreve a Deutsche Welle, que lembra que o director de Turismo de Berlim, Burkhard Kieker, disse recentemente ao jornal Tagesspiegel que a zona se tornou “ofensiva para os olhos”.