Sophia pôs a poesia “na rua” e “eternizou o 25 de Abril”, lembra António Costa

Centenário da escritora é assinalado esta quarta-feira com inciativas por todo o país.

Sophia de Mello Breyner Andresen
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asm ADRIANO MIRANDA / PUBLICO

O primeiro-ministro afirmou esta quarta-feira, no centésimo aniversário do nascimento de Sophia de Mello Breyner Andresen, que a escritora colocou a poesia “na rua”, “eternizou o 25 de Abril” e teve uma “intervenção exemplar” como deputada à Assembleia Constituinte. “Com Sophia de Mello Breyner Andresen, a poesia esteve na rua. Eternizou o 25 de Abril, com a claridade e a inteireza intrínsecas à sua obra. No centenário do seu nascimento, recordamos a sua resistência à ditadura e a exemplar intervenção como deputada na Assembleia Constituinte”, escreveu António Costa na sua conta do Twitter.

Os 100 anos do nascimento de Sophia vão ser celebrados esta quarta-feira por todo o país com iniciativas que passam por concertos, declamação de textos da autora, exposições e espectáculos teatrais. No Porto, a Associação Católica do Porto promove o encontro “À conversa com...” o professor universitário Manuel Correia Fernandes sobre O Cavaleiro da Dinamarca. Está também prevista a apresentação do espectáculo A Menina do Mar, organizado pelo Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto, com textos de Sophia de Mello Breyner, música de Edward Ayres d'Abreu e encenação de Ricardo Neves-Neves.

Em Coimbra, o Teatro Académico de Gil Vicente acolherá o espectáculo “DeclAMAR Poesia”, uma iniciativa dinamizada por um colectivo de cinco leitores de poesia (Catarina Matos, Lurdes Telmo, Olga Coval, Rui Amado e Vanda Ecm).

O Cineteatro Gondolense, em Grândola, exibe o documentário O Nome das Coisas - Sophia de Mello Breyner Andresen, de Pedro Clérigo, e a curta-metragem documental que João César Monteiro dedicou a Sophia em 1969.

E em Leiria, a Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira assinala o centenário da autora com a partilha de alguns dos seus textos.