Irmã de Baghdadi capturada pela Turquia no Noroeste da Síria

Interrogatório a Rasmiya Awad e à sua família pode revelar-se uma “mina de ouro”, diz Ancara.

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Rasmiya Awad, a irmã de Baghdadi Serviços de segurança turcos/REUTERS

A Turquia anunciou a captura no Noroeste da Síria da irmã do líder do Daesh, Abu Bakr al-Baghdadi, morto em Outubro numa operação das forças especiais dos Estados Unidos.

A detenção de Rasmiya Awad, de 65 anos, e também do marido, cunhada, e cinco crianças foi descrita por militares turcos como uma “mina de ouro”. “O que ela sabe sobre [o Daesh] pode ampliar significativamente a nossa compreensão sobre o grupo e ajudar-nos a apanhar mais tipos maus”, disse o dirigente turco, citado pela Reuters sob anonimato.

Awad foi capturada perto da cidade de Azaz, na província de Alepo, pouco mais de uma semana depois de os EUA terem anunciado a morte de Baghdadi. Apesar da eliminação do líder que comandou o Daesh durante a sua fase de expansão territorial – elevando-se à categoria de “califa” no Verão de 2014 – muitos analistas avisam que o grupo irá tentar reorganizar-se e poderia até tentar orquestrar ataques de vingança, noutros locais do mundo. No último fim-de-semana, um atentado que matou dezenas de soldados no Mali foi reivindicado pelo Daesh.

A detenção de Awad foi saudada pelo Presidente Recep Tayyip Erdogan como “outro exemplo do sucesso” das operações antiterroristas turcas. “Tem circulado muita propaganda negra contra a Turquia para levantar dúvidas acerca da nossa determinação contra o Daesh”, afirmou o chefe de comunicações de Erdogan, Fahrettin Altun, através do Twitter.

A Turquia tem sido criticada por vários países por causa da ofensiva lançada contra os curdos do Norte da Síria – e que foi viabilizada pela retirada militar norte-americana daquela região. O Governo de Ancara tem justificado a operação como necessária para garantir o combate ao Daesh, embora o seu objectivo primordial seja obrigar os curdos, que controlavam a região, a retirarem-se dali.