Chelsea evita desastre em jogo de expulsões, autogolos e penáltis aos pares

Borussia Dortmund operou reviravolta na recepção ao Inter de Milão, após entrada forte dos italianos.

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Reuters/DAVID KLEIN

O Ajax esteve perto de reclamar, em Stamford Bridge, a liderança isolada do Grupo H, frente ao Chelsea de Frank Lampard, que evitou uma derrota que parecia desenhar-se com a vantagem (1-4) dos holandeses aos 55’. Mas os “blues” ainda foram a tempo de salvar um ponto, num jogo com nada menos do que oito golos (4-4).

Os londrinos escaparam ao desastre numa segunda parte marcada pela expulsão de Daley Blind e Joel Veltman, em apenas um minuto. Nessa altura, já o Chelsea havia reduzido para 2-4, por Azpilicueta (63’), iniciando a recuperação depois de os ingleses terem sido surpreendidos logo no segundo minuto de jogo:Abraham traíra Kepa, fazendo o primeiro de dois autogolos e permitindo aos holandeses um arranque abrandado pelo penálti de Jorginho, a igualar apenas três minutos volvidos.

Mas os semi-finalistas da edição anterior da Champions voltaram a surpreender os ingleses com um golo de Quincy Promes (20’), saindo para intervalo com uma vantagem de dois golos graças a novo autogolo, desta feita do próprio guarda-redes espanhol: Ziyech marcou um canto que só não deu golo olímpico porque a bola bateu na cara de Kepa e foi para o fundo das redes do Chelsea.

Com o Ajax reduzido a nove unidades, o Chelsea anulou a desvantagem e chegou ao 4-4 na sequência do segundo penálti de Jorginho (71’), três minutos antes de Reece igualar.

Depois do nulo alcançado pelo Slavia Praga em Barcelona, onde Messi foi insuficiente para superar o inspiradíssimo guardião Kolar, e da vitória do RB Leipzig (0-2) em S. Petersburgo — adversários do Benfica no Grupo G —, a ditar a liderança isolada dos alemães, a 4.ª jornada ficou ainda marcada pela reviravolta operada pelo Borussia Dortmund, no Signal Iduna Park, frente ao Inter de Milão (3-2), em duelo de candidatos no Grupo F. 

Os italianos saíram na frente, com golos de Lautaro Martínez (5’) e Vecino (40’), garantindo vantagem confortável ao intervalo, mas a reacção germânica não tardou, com Hakimi a reduzir (51’) e a fechar as contas com um “bis” (77’), depois de Julian Brandt ter igualado o encontro que deixou o Borussia a um ponto do Barcelona.

Igualmente sofrida foi a vitória (2-1) dos campeões europeus em Anfield, frente aos belgas do Genk, no Grupo E. Wijnaldum garantiu a vantagem (14’) britânica, mas o tanzaniano Samatta, num cabeceamento imparável, criou um mar de dúvidas que os “reds” tiveram dificuldade para dissipar. Valeu o golo de Oxlade-Chamberlain (53’) para garantir o triunfo e salvaguardar a liderança que o Nápoles perdeu ao ceder um empate (1-1)  na recepção ao RB Salzburgo. Valeu o golo de Lozano (43’) para evitar o pior, depois de Haland ter picado o ponto e assinado, de penálti, o sétimo golo na Champions.

Mais sorte teve o Valência, ao golear (4-1) depois de os franceses do Lille terem recolhido aos balneários com um golo de vantagem, graças a uma arrancada de Osimhen (25’). O Mestalla iniciaria a reviravolta na sequência de um penálti que Parejo (66’), antes de Soumaoro entregar os pontos num autogolo (82’) e Kondogbia (84’) e Ferrán Torres (90’) sentenciarem a partida no Grupo H.