Crítica

O esplendor da polifonia sacra de Frei Manuel Cardoso revisitado pelos Cupertinos

Os Cupertinos possuem uma luminosa sonoridade de conjunto, mesmo quando cantam textos mais dramáticos e pungentes, atingindo uma equilibrada coesão.

O agrupamento vocal Cupertinos está numa nova fase de carreira e foi este ano distinguido com “Gramophone Classical Music Award 2019”, na categoria “Música Antiga”
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O agrupamento vocal Cupertinos está numa nova fase de carreira e foi este ano distinguido com “Gramophone Classical Music Award 2019”, na categoria “Música Antiga” dr

A temporada Música em São Roque teve no passado domingo um ponto alto com a participação do agrupamento vocal Cupertinos, dirigido por Luís Toscano, num belíssimo concerto que deu a ouvir ao vivo o programa do primeiro CD do grupo (Manuel Cardoso – Requiem, Lamentações, Magnificat & Motetes, etiqueta Hyperion),  distinguido recentemente com o Gramophone Classical Music Award 2019, na categoria “Música Antiga”. Este prestigiado prémio, com potencial para desencadear uma nova fase na carreira dos Cupertinos, nascidos há 10 anos no seio da Fundação Cupertino de Miranda, em Vila Nova de Famalicão, constitui assim mais um valioso contributo para voltar a chamar a atenção, a nível internacional, para uma figura de vulto da polifonia portuguesa dos séculos XVI e XVII como Frei Manuel Cardoso (1566-1650).