O que não pode perder na Web Summit

Com 24 palcos e centenas de oradores, é fácil perder os melhores momentos. O PÚBLICO faz uma selecção de algumas das palestras e debates que vale a pena ouvir durante a semana.

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A Web Summit decorre entre 4 e 7 de Novembro Francisco Romão Pereira

Em 2019, a Web Summit mantém o formato dos últimos anos: juntar investigadores, cientistas, políticos, celebridades e presidentes de grandes (ou pequenas) empresas (e até alguns robôs) para falar sobre tecnologia, política e não só. Além do palco principal, no Altice Arena, há 23 palcos dedicados a temas específicos e mais de 1200 oradores convidados. As palestras são curtas – duram cerca de 20 minutos –, mas o objectivo é pôr a plateia a pensar. Os bilhetes podem chegar aos muitos milhares de euros. Porém, é possível seguir tudo online, gratuitamente.

4 de Novembro

Edward Snowden é o convidado principal. Antes da abertura oficial – que junta Paddy Cosgrave, Fernando Medina e o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira – o evento arranca com o homem que expôs programas de espionagem dos EUA. Segue-se uma apresentação de Guo Ping, um dos vice-presidentes da Huawei, sobre o futuro da tecnológica e das novas redes 5G num ano em que os EUA têm tentado convencer os seus aliados, incluindo Portugal, dos riscos do equipamento da gigante chinesa com base em receios de espionagem.

5 de Novembro

Michel Barnier, negociador-chefe da União Europeia para o Brexit, sobe a palco para falar sobre os desafios deste processo. Os executivos da Uber partilham os planos para transformar a plataforma num “sistema operativo” para a vida em cidade. A presidente executiva da Wikipédia, Katherine Maher, irá falar sobre como gerir uma plataforma aberta numa altura em que a privacidade e os direitos de autor assumem protagonismo. E os responsáveis pela Calibra – a carteira digital do Facebook – tentarão desmistificar o funcionamento da divisa numa altura em que os reguladores estão cépticos

6 de Novembro

O presidente da Microsoft Brad Smith volta à Web Summit para falar sobre “ciberdiplomacia” numa era em que o digital pode ser, simultaneamente, uma arma e uma ferramenta poderosa. Depois, Sophia – a robô da Hanson Robotics inspirada na actriz Audrey Hepburn – sobe ao palco pelo quarto ano consecutivo. Terá como companhia um robô inspirado no autor de ficção científica Philip K. Dick.

7 de Novembro

É eleita a vencedora do concurso de startups que decorre entre os três dias – um vestígio da missão original da feira como um palco para empresas se apresentarem ao publico e a investidores. Antes, a comissária europeia Věra Jourová, com a pasta da Justiça, Consumidores e Igualdade de Género, irá falar sobre a possibilidade de regular as grandes empresas tecnológicas. A comissária europeia da Concorrência, Margrethe Vestager, também irá subir a palco na quinta-feira. A posição dos EUA será partilhada pelo actual responsável de tecnologia da Casa Branca, Michael Kratsios.

Marcelo Rebelo de Sousa e Paddy Cosgrave encerram o evento.