Água

“Se desenhássemos as nossas cidades do zero, não usaríamos água potável nas nossas sanitas"

Kala Vairavamoorthy dirige a International Water Association (IWA) e desenvolveu, desde a infância, uma “relação espiritual” com a água. Isso é fundamental para pensar, num mundo onde ela é cada vez mais escassa, como a devemos usar. Temos que mudar as infra-estruturas? Reaproveitá-la melhor? Dessalinizar? Torná-la mais cara?

Um dos principais problemas é que “tendemos a tratar toda a água de acordo com um nível de qualidade, o exigido para água que se pode beber, usamos essa água uma vez e deitamo-la fora”, defende Kala Vairavamoorthy. Um dos exemplos mais chocantes é, possivelmente, o da água utilizada nas sanitas. “Se pudéssemos conceber as nossas cidades a partir do zero, não usaríamos água potável nas nossas sanitas e não usaríamos necessariamente água para fazer deslocar os nossos dejectos nas canalizações. Estamos a empurrá-los com água que podemos beber”.

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