Ryanair quer despedir mais de 400 trabalhadores em Espanha

Companhia aérea irlandesa anuncia extinção de postos de trabalho nas Canárias, Girona, Las Palmas e Lanzarote.

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A casa-mãe da Ryanair está sediada em Dublin Reuters/Paul Hanna

A companhia aérea Ryanair anunciou o despedimento de 432 trabalhadores em Espanha, uns afectos directamente à Ryanair, outros contratados pelas empresas Workforce e Crewlink, duas empresas que trabalham com a transportadora de baixo custo.

A intenção da multinacional sediada em Dublin foi confirmada nesta quarta-feira pela União Sindical Operária (USO) de Espana, depois de reuniões em Madrid nas quais a empresa deu início a um Expediente de Regulação de Emprego (ERE) para a extinção de postos de trabalho naquele território.

Os despedimentos afectarão 105 pilotos e 327 tripulantes de cabine, segundo refere a central sindical no seu site. A Ryanair estima que as bases de Tenerife (Canárias) e Girona serão as mais afectadas, com 100 despedidos em cada. Sabe-se que em Las Palmas a empresa prevê o despedimento de 69 trabalhadores e que em Lanzarote haverá 58 despedimentos.

Segundo a Lusa, já em Agosto a Ryanair tinha justificado a decisão de avançar com despedimentos invocando atrasos na entrega de aviões, com os efeitos do “Brexit” e com a diminuição dos lucros da empresa.

Os representantes dos trabalhadores dizem que tentarão travar a intenção da multinacional ou diminuir o número de funcionários afectados, havendo negociações agendadas para 25 e 30 de Outubro. “Faremos tudo para parar este processo ou minimizar ao máximo as perdas de emprego”, afirmou Helena Serrano, do Sindicato dos tripulantes de cabine de passageiros das linhas aéreas (Sitcpla), citada no site do USO.

Em Portugal, a empresa chegou a ameaçar encerrar a operação na região do Algarve, mas acabou por recuar, fechando acordo com a ANA – Aeroportos de Portugal para manter a base em Faro, embora de forma mais reduzida. Essa base “poderá agora ser reduzida para dois aviões a partir de Novembro deste ano e até Março de 2020, devido ao atraso nas entregas de perto de 30 aviões Boeing Max à Ryanair”, escrevia a multinacional irlandesa em Setembro numa nota à imprensa.