Brandão Rodrigues é o primeiro ministro da Educação a completar um mandato de quatro anos e a ser reconduzido

Na história dos governos constitucionais outros três ministros da Educação foram reconduzidos, mas tiveram mandatos mais curtos.

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Nelson Garrido

Não é a regra os ministros da Educação em Portugal terem mandatos duradouros. E na história dos governos constitucionais já foram mais de 20 os titulares desta pasta — sem contar com os governantes que ficaram exclusivamente com a tutela do ensino superior, separada dos restantes níveis de ensino. Tiago Brandão Rodrigues, nascido em Braga em 1977, consegue, contudo, algo inédito: fez um mandato completo como ministro da Educação de quatro anos e, no final, foi reconduzido para um segundo mandato.

Na história dos governos constitucionais há três outros casos de recondução — mas todos eles após períodos mais curtos de liderança dos destinos da Educação. Eis a lista, que consta do Repositório Digital da História da Educação: Mário Sottomayor Cardia foi ministro da Educação e Investigação Científica de 23 de Julho de 1976 a 23 de Janeiro de 1978 (I Governo Constitucional) e tomou posse como ministro da Educação e Cultura a 23 de Janeiro de 1978, cargo que ocupou até 29 de Agosto de 1978. Era Mário Soares primeiro-ministro.

Vítor Crespo foi ministro da Educação e Ciência de 3 de Janeiro de 1980 a 4 de Setembro de 1981 e logo de seguida ministro da Educação e das Universidades de 4 de Setembro de 1981 a 12 de Junho de 1982. Trabalhou com os primeiros-ministros Francisco Sá Carneiro e Francisco Pinto Balsemão.

Por fim, João de Deus Rogado Salvador Pinheiro foi ministro da Educação de 15 de Fevereiro de 1985 a 6 de Novembro de 1985 e depois deste curto mandato cumpriu outro como ministro da Educação e Cultura até 17 de Agosto de 1987.

Exclusivamente com a pasta do Ensino Superior são muito menos os ministros da lista de governantes: Pedro Lynce entre Abril de 2002 e Outubro de 2003; Maria da Graça Carvalho entre Outubro de 2003 e Março de 2005; Mariano Gago, titular nos dois governos de José Sócrates, entre Março de 2005 e Junho de 2011. Agora é a vez de Manuel Heitor, que esteve na última legislatura a governar esta área, a repetir a dose e a continuar a liderar os destinos da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.