Muti, a pizzaria do Porto que recebeu a “estrela Michelin das pizzas”

A Muti foi distinguida pela associação italiana que certifica a vera pizza napoletana. É a quinta pizzaria de Portugal com este selo de qualidade.

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Margherita da Muti. DR
,Restaurante
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Forno da Muti. DR
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Espaço Muti, Porto. DR
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Burrata com Trufa é uma das entradas disponíveis (8€). DR
pizza
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Del Re (15,50€) DR
bolo de queijo
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Cheesecake de Limão com cobertura de limoncello é uma das sobremesas (5€) DR
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Vincenzo Marino a receber o prémio do Presidente da AVPN, Antonio Pace. DR

A Muti - Pizzeria Napoletana e Wine Bar, estabelecida na Baixa do Porto há cerca de um ano, recebeu a distinção de casa com a vera pizza napoletana pela Associazione Verace Pizza Napoletana (AVPN) – criada em Nápoles, Itália. ​A distinção, diga-se de passagem, é conhecida como a “estrela Michelin” do sector das pizzarias.

Para se receber a certificação “é preciso respeitar todas as regras do regulamento da AVPN”, explica Vincenzo Marino, dono da Muti, que recebeu oficialmente o certificado no dia 8 numa cerimónia. O produto, explica Marino, deve respeitar a 100% as características da pizza tradicional de Nápoles.

Após terem sido informados que a Muti cumpria todas as obrigações, a “AVPN enviou em forma de convidado misterioso o mestre Gennaro Luciano”, actual dono da Port’Alba, a mais antiga pizzaria do mundo, localizada em Nápoles. O mestre pizzeiro acabou, então, “por achar os nossos standards coerentes para obter este galardão”, conta à FUGAS.

PÚBLICO - Muti, Porto.
Muti, Porto. DR
PÚBLICO - Muti, Porto.
Muti, Porto. DR
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Muti, Porto. DR
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E onde está o segredo? Como nos diz Marino, é no procedimento da massa que está a chave para se cozinhar “a verdadeira pizza napoletana”. A farinha deve ser italiana e passar por uma longa fermentação à temperatura ambiente – durante 24h no Inverno e entre 12h a 18h no Verão -, para permitir que a massa expanda e fique mais elástica. Assim, a pizza, quando levada ao forno a lenha com temperatura a rondar os 400 graus, sai “loira”, com as bordas grossas e o centro fino. Não em vão, a complexidade da “Arte dos Pizzaiolos Napolitanos” foi reconhecida como Património Imaterial da Humanidade pela Unesco em 2017.

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Mestre Pizzeiro Vincenzo Marino. DR

Por essa altura, Vincenzo Marino, natural da cidade que deu nome à pizza, já tinha passado anos a fazer napoletanas. O mesmo Vincenzo que falava muito pouco quando era pequeno e que apelidaram de muti, mudo em italiano. Foi daí que surgiu a inspiração para o nome do estabelecimento que tem nas suas paredes fotografias de personalidades de Itália, como os actores Marcello Mastroianni e Alberto Sordi.

No menu, podem encontrar-se várias napoletanas, entre as clássicas Margherita (molho de tomate, fior di latte, parmesão, manjericão e azeite, 8€), a Marinara (7€), a Capricciosa (13,50€), a Ortolana (11,50€) e a Diavola (11€). Há, também a da casa - Muti (fior di latte, manjericão, azeite com burrata, presunto de Parma bio 24 meses e pimenta rosa, 15€), que é muito pedida pelos portugueses e brasileiros. 

As tábuas de carnes frias e queijo (14€ a pequena, 25€ a grande) também constam na carta, assim como sobremesas, que incluem o tiramisu (4,5€) e o cheesecake de limão com cobertura de limoncello (5€).