Margaret Atwood e Bernardine Evaristo vencem ex-aequo o prémio Booker

A canadiana repete o prémio que já tinha vencido em 2000 com O Assassino Cego; a britânica é a primeira mulher negra a vencê-lo com Girl, Woman, Other.

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LUSA/ANDY RAIN

A canadiana Margaret Atwood e a britânica Bernardine Evaristo venceram esta noite, em conjunto, o prémio Booker, o mais prestigiado prémio literário de língua inglesa.

Atwood, que é o quarto nome a bisar o prémio, depois de ter vencido em 2000 com O Assassino Cego, foi agora galardoada pela sequela de A História de uma Serva, intitulada The Testaments, livro-sensação do Outono, cuja história é narrada por três personagens femininas e se passa 15 anos após a cena final do primeiro livro. A Bertrand anunciou entretanto que a tradução portuguesa de The Testaments chegará às livrarias portuguesas em Março do próximo ano.

Já Bernardine Evaristo, que ficará na história por ter sido a primeira mulher negra a ganhar o prémio, foi escolhida pelo livro Girl, Woman, Other, que conta a história de 12 personagens dos séculos XX e XXI, a maior parte das quais são mulheres negras a viver no Reino Unido. Nascida de pais ingleses e nigerianos, Bernardine Evaristo é autora de oito livros e ensina escrita criativa na Universidade de Brunel, em Londres. Não está publicada em Portugal.

Os dois livros vencedores foram escolhidos entre 151 candidatos, abrangendo o universo de livros escritos em inglês e publicados no Reino Unido e na Irlanda entre 1 de Outubro de 2018 e 30 de Setembro de 2019.

Com um valor monetário de 55.760 euros, o  Booker foi atribuído pela primeira vez em 1969 e destina-se a autores de qualquer nacionalidade desde que tenham escrito uma obra originalmente publicada em língua inglesa no Reino Unido. Em 2005 foi criado um novo prémio, o Man Booker Internacional, dirigido a todos os autores vivos, independentemente da nacionalidade.

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