Opinião

Depois da “geringonça”, as crises à vista

Os próximos anos serão mesmo os anos da verdade, já sem exercícios mágicos ou executados através de “geringonças”.

O fim da “geringonça” foi ditado, essencialmente, por duas razões. Primeira: porque a perigosa queda eleitoral do PCP não aconselhava amarrá-lo de novo a um compromisso escrito com um partido, o PS, de que os comunistas sempre desconfiaram como um aliado pouco fiável e eventualmente traiçoeiro. Segunda: porque não convinha de todo ao PS comprometer-se exclusivamente com o Bloco de Esquerda, tendo até em conta as condições que este colocava – e que implicavam a submissão dos socialistas aos bloquistas, nomeadamente no campo da legislação laboral.