Polónia também já “rima” com Euro 2020

No grupo C, a Alemanha teve um bom resultado num jogo que chegou a estar difícil, enquanto a Holanda teve um curto 1-2 num jogo fácil.

Polónia e Macedónia jogaram em Varsóvia.
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Polónia e Macedónia jogaram em Varsóvia. LUSA/Leszek Szymanski

A Polónia precisava de vencer para estar no Euro 2020 e, apesar do sofrimento, conseguiu fazê-lo. Neste domingo, em Varsóvia, a equipa polaca confirmou o estatuto teórico de melhor equipa do grupo G e superou a Macedónia, por 2-0.

Os golos surgiram apenas nos últimos 15 minutos da partida, com os recém-entrados Frankowski e Milik a fazerem, respectivamente, o 1-0, aos 75 minutos, e o 2-0, aos 80’. A Polónia sabe, com este resultado, que Macedónia e Eslovénia já não a ultrapassarão no grupo G e junta-se a Bélgica, Itália e Rússia como equipas já apuradas para o Europeu.

A noite de qualificação europeia teve, ainda, um jogo bizarro. Na Estónia, a Alemanha venceu, mas teve uma partida de contornos estranhos, que começou logo “torta”, sobretudo para Emre Can. Aos quatro minutos, o médio (jogou na defesa) desperdiçou uma boa oportunidade de golo e, aos 14’, foi expulso. Depois de um erro na recepção de bola, teve de travar em falta um jogador estónio que se isolava. Tendo feito a falta ainda fora da área, Can viu o cartão vermelho. Se tivesse cometido a infracção uns centímetros mais à frente, haveria penálti, mas Can ficaria em campo. E a Alemanha, provavelmente, teria preferido isso.

É que a restante primeira parte foi muito complicada para os alemães, já que a Estónia continuou a defender com as linhas muito baixas, como se nada tivesse acontecido, mas começou a ter boas saídas em transição. E conseguiu, até, um par de boas oportunidades de golo, aos 18’ e aos 31’.

Em inferioridade numérica, a Alemanha tinha o controlo do jogo e circundava a área estónia, mas apenas isso. O jogo parecia só poder ser desbloqueado num lance de bola parada ou numa jogada fortuita e foi o que aconteceu. Reus atirou ao poste de livre directo, perto do intervalo, deixando o “aviso”, e Gundogan desbloqueou o jogo num lance confuso, aos 52 minutos. Ressaltos junto à área estónia deixaram a bola “solta” para um remate que ainda desviou num defesa.

No primeiro jogo entre as duas equipas, na Alemanha, a Estónia já perdia por 3-0 aos 20 minutos e o jogo acabou nos oito. O motivo ficou patente neste domingo, já que, com a partida desbloqueada, pouco mais a Estónia conseguiu fazer do que ver Gundogan e Werner resolverem a questão sem grande dificuldade, apesar da inferioridade numérica.

A Alemanha teve um bom resultado num jogo que chegou a estar difícil, enquanto a Holanda teve um curto 1-2 num jogo fácil. Na Bielorrússia, o jogo foi desbloqueado aos 32’, com um cruzamento de Promes a sair perfeito para o cabeceamento de Wijnaldum.

Oito minutos depois, o médio do Liverpool bisou e fez o quinto golo em seis jogos, interpretando o que o jogo já pedia: se a Bielorrússia defendia dentro da própria área, dificultando remates perto da baliza, restava aos holandeses “dispararem” de meia-distância. Grande remate de Wijnaldum e Holanda confortável ao intervalo.

O conforto acabou por ser inimigo da equipa de Ronald Koeman, já que, aos 55’, houve facilitismo na defesa holandesa, deixando os bielorrussos em situação de três contra dois na área. Virgil van Dijk, com dois jogadores para marcar, acabou por não conseguir marcar nenhum deles e Dragun cabeceou para o 2-1. O restante jogo foi disputado em ritmo “morno” e a Holanda segurou a vantagem. Alemanha e Holanda têm 15 pontos no grupo C, enquanto a Irlanda do Norte, com derrotas nos últimos dois jogos, segue com 12.