Principal arguido do caso “Farfalha” nega acusações de abuso sexual

O arguido foi condenado, em 2005, a 14 anos de prisão efectiva pela prática de vários crimes de abuso sexual de crianças, de abuso sexual de adolescentes, de violação e de actos exibicionistas. Regressou esta quinta-feira ao tribunal

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"Farfalha" à chegada ao tribunal em 2005 MANUEL GOMES

O principal arguido do caso “Farfalha", que está a ser julgado de novo nos Açores por crimes de abuso sexual, negou todas as acusações, manifestando-se “confiante na justiça”. “É uma perseguição”, afirmou o homem de 52 anos, em declarações à agência Lusa, à saída do Tribunal Judicial de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.

Este antigo pintor de construção civil começou esta quinta-feira a ser julgado por um tribunal colectivo, numa audiência que está a decorrer à porta fechada.

O arguido, conhecido por “Farfalha”, que se encontra aposentado por invalidez, foi condenado em 2005 pelo Tribunal Judicial de Ponta Delgada pela prática de vários crimes de abuso sexual de crianças, de abuso sexual de adolescentes, de violação e de actos exibicionistas, na pena única de prisão de 14 anos, a qual cumpriu, tendo saído em liberdade condicional em 2013.

Esta foi a pena mais elevada decidida pelo tribunal de júri, composto por três juízes e quatro jurados.

Já em Abril deste ano, o Ministério Público deduziu acusação contra o homem, imputando-lhe a prática de três crimes de violação de menores, um crime de coação sexual de menor, dois crimes de recurso à prostituição de menores e um crime de tráfico de estupefacientes agravado.

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Em declarações à Lusa, ao início da tarde, e após o arranque do julgamento, o arguido frisou que “os seis anos que passou na cadeia foram tempos muito difíceis”. E questionou: “Acha que me iria meter em coisas destas?”

Os factos remontam ao ano de 2017, altura em que os três ofendidos tinham menos de 18 anos de idade.

Este antigo pintor de construção civil foi em 2005 o principal arguido de um processo de abuso sexual de menores da Lagoa, ilha de São Miguel. As investigações da PJ permitiram, na altura, a detenção de 17 homens da ilha de S. Miguel que, supostamente, frequentavam uma garagem propriedade de “Farfalha”, num processo que envolvia ainda cerca de duas dezenas de menores.

*Artigo actualizado com as declarações de “Farfalha” à saída do tribunal