Marcelo faz depender recandidatura de um cateterismo que vai fazer em breve

Presidente da República revelou à SIC que se mantém predisposto para um segundo mandato e que os resultados eleitorais não criaram “nenhum factor perturbador”. Mas a sua “hipocondria” obriga-o a exames médicos para saber se pode manter o estilo.

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Marcelo diz que o resultado das eleições não é "factor perturbador" da sua decisão LUSA/Hugo Delgado

O Presidente da República revelou ao programa Alta Definição da SIC que a decisão sobre a sua recandidatura está agora dependente de um cateterismo que irá fazer nas próximas semanas. Marcelo Rebelo de Sousa disse que este exame não é a nenhum órgão fundamental, não colocando em causa nem o coração nem o cérebro, mas ainda assim poderá ser limitador para a manutenção do seu estilo de Presidência, dando a entender que prefere não se recandidatar a mudar de estilo.

“O meu avô era cardíaco, o meu pai era cardíaco, os meus irmãos acham que não mas são cardíacos, e portanto eu achei que devia fazer exames também em matéria cardíaca. A minha hipocondria mandou fazer e fiz”, disse ao apresentador Daniel Oliveira.

Revelou depois que “os exames genericamente estão bem, mas restou uma dúvida” que o vai obrigar a fazer um cateterismo, não no coração nem a nada “do que é fundamental”, mas para ver se a acumulação de cálcio num determinado vaso sanguíneo que não especificou é ou não excessiva e limitadora da sua “Presidência de proximidade, também fisicamente”. “A minha hipocondria leva-me a ter o bom senso e o juízo de prevenir para depois não ter a maçada que tive com a hérnia estrangulada”, considerou.

Marcelo Rebelo de Sousa disse ainda que está fora de causa “fechar-se dentro do Palácio para [se] preservar” e por isso continuará a fazer exames médicos que a sua hipocondria lhe impõe. Sem querer responder qual seria a decisão sobre a recandidatura se tivesse de a tomar hoje, Marcelo não resistiu, no entanto, a fazer a leitura política: “O resultado das eleições legislativas não criou, no meu espírito, nenhum factor perturbador da recandidatura. A percentagem mais favorável a favor da recandidatura continua presente hoje”, rematou.

Em Setembro, o Presidente já tinha dado sinais de que podia adiar a sua decisão sobre a recandidatura para Outubro do próximo ano, quando sempre apontara Setembro de 2020 como a altura apropriada para anunciar a sua decisão a um segundo mandato presidencial. Entre razões políticas e de saúde, tem ainda um ano para tomar uma decisão final.