A dança sem histórias de Hans van Manen na Companhia Nacional de Bailado

Um dos grandes exploradores das fronteiras entre o ballet clássico e a dança moderna dá o arranque para a temporada. Programa triplo, no Teatro Camões, de 10 a 13 de Outubro.

"Adagio Hammerklavier", peça considerada um clássico da dança do século XX e que a CNB já havia apresentado em 2010
Fotogaleria
"Adagio Hammerklavier", peça considerada um clássico da dança do século XX e que a CNB já havia apresentado em 2010 Hugo David
"In the Future" (1986)
Fotogaleria
"In the Future" (1986) Hugo David
"Short Cut" (1999)
Fotogaleria
"Short Cut" (1999) Hugo David

Há já muito tempo que o coreógrafo holandês Hans van Manen percebeu que não gosta de preparar as suas criações. Não há até narrativas nem personagens nas peças de dança que começou a imaginar com Feestgericht, em 1957. “Quando faço um ballet, sei quem são as pessoas com quem quero trabalhar, sei qual é a música que vou usar e, quando tenho isso, sei o início e o fim”, conta ao PÚBLICO na véspera de assegurar o arranque de temporada da Companhia Nacional de Bailado (CNB). Entre quinta-feira e domingo, no Teatro Camões, em Lisboa (passará depois pelo Rivoli, no Porto, entre 9 e 11 de Janeiro), o elenco da CNB interpretará um programa com três peças emblemáticas de van Manen — Adagio Hammerklavier (1973), Short Cut (1999) e In the Future (1986) —, exímio construtor de uma linguagem a meio caminho entre o ballet clássico e a dança moderna.