DBRS sobe rating português para o nível da Itália

A agência de notação financeira DBRS – umas das quatro agências usadas pelo Banco Central Europeu para definir a qualidade dos activos no seu balanço – subiu o rating atribuído a Portugal, fazendo com que o país passe a ter todos os seus ratings ao nível da Itália.

Cristina Casalinho é a responsável pela gestão da dívida pública portuguesa.
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Cristina Casalinho é a responsável pela gestão da dívida pública portuguesa. Nuno Ferreira Santos

O rating português passou de BBB para BBB (elevado), com perspectiva estável, na avaliação da agência de notação financeira DBRS. A agência explicou, esta sexta-feira, a sua decisão com o desempenho recente registado pela economia portuguesa e a melhoria dos principais indicadores orçamentais, como a dívida pública.

A DBRS já tinha sinalizado há seis meses atrás a possibilidade de vir a elevar o rating português, caso se viesse a registar uma manutenção da tendência de melhoria dos indicadores económicos e orçamentais.

Portugal passa deste modo a estar, nas principais agências, no mesmo patamar de classificação da Itália. Os investidores dos mercados financeiros já revelam neste momento mais confiança na dívida portuguesa do que na italiana, com Portugal a registar já há vários meses taxas de juro da dívida substancialmente mais baixas do que a Itália nas suas emissões. No entanto, ao nível das agências de rating, Portugal ainda procura ultrapassar a Itália. E esta sexta-feira deu mais um passo.

No que diz respeito às outras agências internacionais – Standard & Poor’s, Moody’s e Fitch – todas elas apresentam neste momento com uma perspectiva “positiva” para o rating português, o que significa que novas subidas de classificação podem ocorrer ao longo dos próximos meses.

Uma melhoria de rating significa que a agência passa a fazer uma avaliação mais positiva sobre Portugal fazer face aos compromissos assumidos com os seus credores. As subidas de rating registadas nos últimos anos são um dos motivos por trás da redução das taxas de juro da dívida pública portuguesa, que permitem neste momento que o Estado se financie às taxas de juro mais baixas de sempre.