Greta Thunberg distinguida com “Nobel Alternativo”

A jovem activista do clima foi escolhida por ter “inspirado e ampliado as exigências políticas para uma acção climática que reflicta factos científicos”.

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Reuters/JEENAH MOON

A jovem activista sueca Greta Thunberg, o líder indígena brasileiro Davi Kopenawa e a Hutukara Associação Yanomami, de conservação da floresta tropical da Amazónia, foram esta quarta-feira, 25 de Setembro, distinguidos, em Estocolmo, com o “prémio Nobel Alternativo”. A advogada chinesa Guo Jianmei e a defensora dos direitos humanos saraui Aminatou Haidar receberam também o galardão, que assinala este ano o 40.º aniversário.

“Distinguimos quatro visionários práticos cuja liderança deu voz a milhões de pessoas na defesa de direitos inalienáveis e na luta por um futuro sustentável para todos no planeta Terra”, afirmou o director-executivo da Fundação Right Livelihood, ao anunciar os prémios.

“Além do prémio monetário, oferecemos aos distinguidos apoio a longo prazo e ajudaremos a proteger aqueles cujas vidas e liberdade estiverem em perigo”, sublinhou Ole von Uexkull, na conferência de imprensa de anúncio dos prémios, no Ministério dos Negócios Estrangeiros sueco.

De acordo com o júri internacional, o líder da tribo dos Yanomami em Roraima, no Norte do Brasil, Davi Kopenawa, e a Hutukara Associação Yanomami foram distinguidos “pela corajosa determinação na protecção das florestas e da biodiversidade da Amazónia, das terras e da cultura dos povos indígenas”.

A jovem activista do clima Greta Thunberg, de 16 anos, foi escolhida por ter “inspirado e ampliado as exigências políticas para uma acção climática que reflicta factos científicos”.

A advogada chinesa Guo Jianmei foi distinguida pelo “trabalho pioneiro e persistente na defesa dos direitos das mulheres na China”, tendo ao longo dos anos ajudado milhares de mulheres a terem acesso à justiça.

A defensora dos direitos humanos saraui Aminatou Haidar destacou-se por “uma campanha pacífica”, ao longo de 30 anos, “apesar de detenções e tortura, em prol da justiça e da autodeterminação para o povo do Sara Ocidental”, sendo a primeira saraui a receber um “Nobel Alternativo”.

Cada um dos premiados vai receber um milhão de coroas suecas (94 mil euros), destinadas a apoiar o trabalho que desenvolvem nas suas áreas e não para uso pessoal.

Num processo de nomeação aberto, o júri recebeu 142 nomeações de 59 países. Os prémios vão ser entregues em Estocolmo, a 4 de Dezembro, numa cerimónia pela primeira vez aberta ao público, para assinalar o 40.º aniversário. Criados em 1980, estes prémios “honram e apoiam homens e mulheres que oferecem respostas práticas e exemplares aos desafios mais urgentes e actuais”.

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