Acções da Cofina fecham a subir 4% com a OPA à dona da TVI

Títulos da dona do Correio da Manhã voltaram à negociação em bolsa.

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A Cofina é liderada pelo empresário Paulo Fernandes Ricardo Jorge Carvalho

As acções da Cofina, grupo de media que detém Correio da Manhã, fecharam na sessão desta segunda-feira a subir 4,29%, impulsionadas pelo anúncio da oferta pública de aquisição (OPA) sobre a Media Capital, formalizada no sábado.

Os títulos chegaram a disparar mais de 7% e 8%, mas à medida que se aproximava a hora de fecho o crescimento da cotação foi abrandando.

Cada título da Cofina vale 0,51 euros, mais 0,021 euros do que a cotação de 16 de Setembro, último dia em que títulos tinham cotado antes de ficarem suspensos por causa das últimas conversações que levaram a um acordo entre a Cofina e a Prisa. Ao voltarem à negociação ao início da manhã desta segunda-feira, as acções chegaram a estar com valorização superior a 8%; embora tenham passado a subir menos de 5%, entretanto voltaram a aceleraram, subindo 7%, mas depois não conseguiram manter-se nesse ritmo.

operação de compra da Media Capital à Prisa por parte da empresa de Paulo Fernandes — dona do Correio da Manhã, da CMTV, do jornal desportivo Record, da revista Sábado e do jornal económico Negócios — implica duas frentes: um acordo de compra e venda do capital que os espanhóis detêm no grupo de media através do fundo Vertix (uma participação de 94,69%); e uma OPA sobre os restantes títulos da Media Capital (ou seja, os 5,31% dispersos no mercado).

Na OPA, a Cofina oferece 10,4 milhões de euros, “ao qual se deduzirá qualquer montante (ilíquido) que venha a ser atribuído a cada acção, seja a título de dividendos, de adiantamento sobre lucros do exercício ou de distribuição de reservas”.

Na operação de compra e venda dos 94,69% da Prisa na Media Capital (via Vertix) ficou acordado que a Cofina pagará 2,13 euros por acção, abaixo do que está a ser posto em cima da mesa para que os accionistas minoritários vendam os seus títulos.

Ao todo, a operação da compra da dona da TVI supera os 250 milhões de euros (10 milhões da compra em mercado, mais 180 milhões de euros e cerca de 60 milhões de euros de dívida).

Para avançar para este negócio, a Cofina vai ter “um ou mais aumentos do capital social” com “novas entradas em dinheiro”, no montante necessário “para, conjuntamente com a parcela de financiamento bancário a contrair pelo oferente, financiar a aquisição da participação da Prisa”.

Para isso, deverá entrar no negócio o empresário Mário Ferreira, dono da Douro Azul. O negócio envolve ainda o banco espanhol Abanca, ao mesmo tempo em que a Cofina deverá ter o apoio financeiro do grupo espanhol Santander e do francês Société Générale.

Além da TVI, a Media Capital controla a Media Capital Radios (com a Rádio Comercial, a Smooth, a m80 e a Cidade) e é dona de uma das principais produtoras de ficção (a Plural Entertainment) e ainda da Emav (Empresa de Meios Audiovisuais).