Messi arrebata The Best 2019 e supera Ronaldo e Van Dijk

Defesa-central holandês era apontado como sucessor de Luka Modric como melhor jogador do Mundo FIFA, mas o argentino surpreendeu e conquistou pela sexta vez o troféu.

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Lionel Messi falhou o prémio Puskas, mas, em compensação, surpreendeu o Scala de Milão ao vencer, pela sexta vez, o prémio de melhor jogador do Mundo, entregue pela FIFA, sucedendo ao croata Luka Modric como vencedor da quarta edição do troféu The Best. Um galardão que recebeu das mãos do antigo astro “rossonero” Ruud Gullit, compatriota do holandês Virgil van Dijk, recente vencedor na categoria de melhor jogador da Europa. Tal como há um ano, Cristiano Ronaldo voltou a primar pela ausência, mas desta feita acabou mesmo remetido para o terceiro lugar, com 36 pontos, a dois do holandês e a dez do argentino

Messi superou, assim, o defesa-central de 28 anos, que havia conquistado a Liga dos Campeões pelo Liverpool, para se isolar no duelo particular com Cristiano Ronaldo, que falhou a conquista do sexto troféu com o carimbo da FIFA. 

Falta saber em que pé fica, depois da recente aproximação e da sugestão deixada por Ronaldo a Messi, para organizar um jantar, a viabilização desse momento de convívio entre os dois maiores jogadores da actualidade. 

No caso do argentino, acresce agora um troféu às quatro Bolas de Ouro/FIFA entre 2010 e 2015 (período durante o qual o organismo se associou ao prémio da France Football) e ao galardão FIFA Jogador do Ano (2009); no caso do português, contabilizam-se as duas Bolas de Ouro partilhadas pela revista francesa e pela FIFA, dois The Best e uma distinção FIFA Jogador do Ano (2008).

“Os prémios individuais são uma coisa secundária, porque o mais importante é o colectivo, mas esta é uma noite especial para mim, porque tenho aqui a minha mulher, dois filhos e é a primeira vez que vêm todos a uma gala destas. Isso é algo único e não tem preço”, resumiu Lionel Messi, durante o curtíssimo discurso de uma vitória gerada pela votação dos capitães e treinadores das selecções nacionais, com uma percentagem de votos também dos adeptos e dos media.

Tal como há um ano, em Londres, Ronaldo não participou na gala de entrega dos prémios dos melhores do planeta, apesar de se encontrar dispensado do jogo da Juventus (não foi convocado por Maurizio Sarri), esta noite, em Brescia, a menos de 100 quilómetros da capital financeira e da moda italiana. 

O jornal Gazzetta dello Sport havia antecipado a ausência do avançado português, notícia confirmada pouco depois de iniciado o desfile das estrelas do futebol mundial na passadeira vermelha do Scala. Antes mesmo, através de uma passagem em revista das redes sociais — onde as fotos de viagem e da chegada a Milão dos principais candidatos aos diversos prémios se sucediam — percebia-se que o rei dos social media estava off

Ronaldo recuperaria a actividade pouco depois da entronização do astro do Barcelona, para lembrar que “paciência e persistência são duas características que diferenciam o profissional do amador”. “Tudo o que hoje é grande, um dia começou pequeno. Você não pode fazer tudo, mas faça o que puder para transformar os seus sonhos em realidade. E procure manter em mente que depois da noite sempre vem o amanhecer”, escreveu no Instagram, citando Lair Ribeiro num post em que surge no sofá, a recuperar de mais um dia de treino. 

Também nas redes sociais, instantes depois de conhecido o vencedor, a Federação Portuguesa de Futebol assumiu o apoio ao “capitão” da selecção nacional, publicando uma foto de Ronaldo, que elegeu como “The Best Ever” (o melhor de sempre). 

Apesar dos três troféus conquistados em 2019 (a primeira edição da Liga das Nações, o scudetto e a Supertaça de Itália), o prato da balança acabou por pender para Lionel Messi, vencedor da Liga espanhola, com o Barcelona, e da sexta bota de ouro (36 golos). Pese embora uma participação modesta na Copa América (ganha pelo Brasil), o argentino destacou-se pelo título espanhol e, sobretudo, pelos 54 golos no total (51 no clube e três na selecção), contra os 31 de Cristiano (28/3), tendo ainda somado 20 assistências, contra as 10 do português, que esteve ausente da selecção desde o Rússia 2018 até ao play-off da Liga das Nações.

Por seu lado, obviamente sem os números arrasadores dos dois rivais no que diz respeito a golos e assistências, Virgil van Dijk apresentava-se com duas conquistas pelo Liverpool (Liga dos Campeões e Supertaça Europeia) e uma final da Liga das Nações, perdida para Portugal. O holandês impôs-se no capítulo dos duelos, em que se revelou praticamente insuperável no um contra um, numa luta desigual com os dois avançados. Mesmo assim, recolheu a preferência de boa parte do painel, que lhe atribuiu um prestigiante (e igualmente frustrante) segundo lugar.

Em destaque esteve o Liverpool, com a eleição do técnico alemão Jürgen Klopp como melhor treinador de 2019, e do guarda-redes Alisson Becker, considerado o melhor entre os postes,  embora o momento mais comovente, que surgiu no idioma  português, tivesse sido o discurso de vitória de “FIFA fã” atribuído a Sílvia Grecco, mãe de um jovem invisual cuja história foi apresentada ao mundo por um jornalista da Globo. 

Numa plateia com muitos brasileiros, não foi necessário tradução para que todos percebessem a mensagem de inclusão que o prémio, entregue por Andrea Pirlo, representa. 
Apesar da ausência de Cristiano Ronaldo, Portugal esteve representado ao mais alto nível pelo treinador José Mourinho, que subiu ao palco para entregar o prémio à campeã do Mundo Jill Ellis, seleccionadora dos Estados Unidos da América. 

Cristiano Ronaldo garantiu, ainda, o pleno nos “onzes” FIFA desde 2008, surgindo numa equipa dominada pelo Real Madrid (Sergio Ramos, Marcelo, Modric e ainda o reforço Hazard) e que não contou com os nomeados Bernardo Silva e Nélson Semedo.

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— #TheBest �� (@FIFAcom) September 23, 2019