FC Porto e Santa Clara num duelo de “tracção à frente”

As estatísticas dizem que há, na Liga portuguesa, duas equipas particularmente ofensivas. Duas equipas que passam 33% do tempo de posse de bola no último terço do campo adversário. As duas equipas são, precisamente, FC Porto e Santa Clara.

A última visita do Santa Clara ao Dragão.
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A última visita do Santa Clara ao Dragão. LUSA/EDUARDO COSTA

Depois de quatro triunfos consecutivos na Liga portuguesa, o FC Porto recebe o Santa Clara (hoje, às 20h30), no Dragão, num jogo entre duas equipas confiantes. Mais: entre duas equipas que gostam de atacar.

As estatísticas dizem que há, na Liga portuguesa, duas equipas particularmente ofensivas. Duas equipas que passam 33% do tempo de posse de bola no último terço do campo adversário. As duas equipas são, precisamente, FC Porto e Santa Clara.

Se, no caso dos “portistas”, este dado dificilmente surpreende alguém, pela natural supremacia em grande parte dos jogos, a presença dos açorianos neste top atesta a postura com que a equipa de João Henriques tem encarado os jogos. Acima disto, permite prever uma equipa pouco interessada em remeter-se à defesa e disponível para tentar ferir um FC Porto que já sofreu, por exemplo, dois golos do Gil Vicente (valeu derrota) e outros dois do Portimonense (não passou de um susto).

Não se pense, ainda assim, que esta predisposição ofensiva significa permeabilidade defensiva, já que o Santa Clara não sofre golos há quatro jogos e é, a par do Benfica, a melhor defesa da prova (apenas dois golos sofridos).

Motivos suficientes para o treinador, João Henriques, querer pontos no Dragão - algo que o clube nunca conseguiu. “Sabemos que podemos ir conquistar pontos a qualquer campo e este não foge à regra”, assumiu, apesar de reconhecer um estatuto especial ao adversário: “Temos pela frente um adversário que, a jogar em casa, perante o seu público, não é imbatível, mas é praticamente imbatível, porque na maioria dos jogos em casa vence.”

Do lado contrário estará um FC Porto que tem o melhor ataque da prova e que deverá voltar a fazer valer a força nas bolas paradas – cinco golos feitos dessa forma. O problema é que os “dragões” estarão sem Alex Telles (castigado), o principal municiador do ataque portista em lances de bola parada. Sérgio Conceição “fintou” a questão.

“Eu penso é no grupo. Tenho 18 jogadores convocados e os 18 podem fazer de lateral-esquerdo. Obviamente que uns podem fazer com valias diferentes, mas todos têm de conhecer a dinâmica e a forma de fazer todas as posições”, destacou, assumindo que Manafá é uma das hipóteses para fazer o lugar de Telles.

O técnico abordou, ainda, os problemas defensivos da equipa. “Às vezes, é mais fácil dizer que a culpa é dos centrais ou dos laterais, mas tem tudo que ver com a equipa. E começa lá na frente. Não temos sido eficazes na recuperação de bola e no equilíbrio, porque, muitas vezes, temos a bola no meio-campo ofensivo e, quando a perdemos, não somos eficazes na transição defensiva”.