PSD encurta distância para o PS

Cerca de 62% dos entrevistados na sondagem da Pitagórica não quer uma maioria absoluta.

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LUSA/MANUEL DE ALMEIDA

A sondagem da Pitagórica para a TVI/JN/TSF, conhecida neste sábado, mostra que, se as eleições legislativas fossem realizadas este sábado, o PS venceria com 40,6% dos votos. O PSD ficava a 14 pontos percentuais de distância, somando 26,6% das preferências dos eleitores. 

Este é o primeiro resultado de uma sondagem sequencial (tracking poll) da TVI/JN/TSF que passará a ser realizada diariamente com base em 600 entrevistas (e 150 novas entrevistas por dia que vão substituindo as 150 anteriores). Nesta primeira sondagem, a recolha de resultados foi feita entre esta terça e sexta-feira. 

A última sondagem comparável realizada pela mesma empresa de sondagens dava um resultado de 39,2% ao PS e 23,3% ao PSD nesta segunda-feira. Com os dois maiores partidos em crescimento, foram os sociais-democratas que se destacaram (+3,3 pontos percentuais).

Em relação à opinião que os portugueses têm dos candidatos, o destaque vai Joacine Katar Moreira (Livre) que viu melhorar a opinião em 20 pontos percentuais. Logo atrás Rui Rio (PSD) viu valorizar a sua imagem positivamente em 18,4 pontos percentuais. António Costa (PS) caiu 8,4 pontos percentuais, numa semana em que o secretário de Estado da Protecção Civil se demitiu.

Em queda está também o Bloco de Esquerda, que perde 1,2 pontos percentuais das intenções de voto (fica com 8,8%), a CDU (de 7,7% para 6,8%) e o CDS-PP (de 5,6% para 5,2%). O PAN fixa-se nos 3,6%. Nos novos partidos a Aliança (1,1%) pode ambicionar eleger. Iniciativa Liberal (0,5%), Chega (0,5%) e Livre (0,2%) também podem das intensões de voto. ​

Cerca de 62% dos entrevistados não quer maioria absoluta

A grande maioria dos entrevistados neste estudo da Pitagórica (61,8%) não quer uma maioria absoluta. Pelo contrário 29,8% defende este resultado eleitoral no dia 6 de Outubro.

Ficha técnica da sondagem: A sondagem conta com uma amostra de 600 entrevistas que para um grau de confiança de 95,5% corresponde a uma margem de erro máxima de ±4,07%. Diariamente serão conhecidos novos resultados através da soma de 150 entrevistas e da retirada das 150 entrevistas mais antigas. Os entrevistados são contactos através da selecção aleatória de números móveis. A taxa de resposta foi de 60,06% e a direcção técnica do estudo é da responsabilidade de Rita Marques da Silva.