Um dia bem passado pelo Minho

O leitor Augusto Küttner de Magalhães partilha a sua experiência em Viana do Castelo e Ponte da Barca.

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Paulo Ricca

Porto. Viana do Castelo. Ponte de Lima. Ponte da Barca. Porto. Setembro 2019.

Mais um dia óptimo de Verão neste início de Setembro, e minha mulher e eu a darmos uma volta, cá dentro. Do Porto até Viana do Castelo, sem pressas. O automóvel fica estacionado próximo à entrada da cidade e vamos a pé, à beira-rio, até à rua principal. Sem deixarmos de olhar para o já célebre Prédio Coutinho, que, agora, mais que não seja por já ter sido tão falado, tão filmado, tão televisionado em directo e a cores, jamais deveria ser demolido. Um “exemplo exemplar” de como se consegue fazer arrastar um caso que não merece o tempo e as canseiras que tem dado. Permaneça ali, como monumento à persistência de tantos.

Bom, Viana do Castelo é uma cidade simpática, aprazível, que convida a uma visita em qualquer época do ano. Almoço num daqueles restaurantes usuais, com prato do dia.  Tempo muito agradável. Na Ponte de Ferro passa lentamente um comboio carregado de toros de madeira, a parte superior é para circulação automóvel.

Viana do Castelo tem aquela grande obra do escultor José Rodrigues, sempre interessante de rever, próxima da biblioteca desenhada por Siza Vieira – tem, evidentemente, parecenças com a de Serralves. O rio ali está, calmo, bonito. Temos cá tanto de belo, mas nem sempre nos lembramos, talvez ocupemos demasiado tempo nos futebóis, no mal dizer...

Seguimos para Ponte de Lima. Algo de muito positivo, seja por ser ano de eleições, seja pelos fogos, é o facto de as estradas, as bermas, os terrenos, estarem limpos, dando aspecto de um país bem cuidado.

Ponte de Lima, cheia de automóveis e pessoas, está ainda em festa. Não chegámos a parar, lentamente entrámos e saímos em direcção a Ponte da Barca, estradas impecáveis. 

Chegados, ainda sem estacionar, ouvimos um trabalhar mais dócil de um helicóptero, este não é russo, mas de balde, leva água para um fumo que se vê lá para cima. Aposte-se mais e melhor na prevenção, em todos os aspectos, de limpeza de terras até rápido e eficaz funcionamento da justiça, e haverá, por certo, menos incêndios. 

Ficámos um bom bocado numa esplanada de Ponte da Barca. Depois viemos calmamente até Porto, no final de um dia bem passado pelo Minho. 

Augusto Küttner de Magalhães