Rio considera que 200 milhões para aumentos”não chega para nada”

Líder do PSD reage, escassas horas depois, à conferência de imprensa de Mário Centeno sobre o quadro macroeconómico do PS para as eleições.

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Rui Rio no debate da Confederação do Turismo LUSA/FERNANDO VELUDO

O presidente do PSD considerou esta sexta-feira que se o Governo só tem 200 milhões de euros para aumentar os funcionários públicos, estes estão “desgraçados” porque este dinheiro “não chega para nada” nos próximos quatro anos.

Vem o ministro das Finanças [Mário Centeno] e diz que tem 200 milhões de euros, eu não sei o que isso quer dizer, mas se só tem 200 milhões para aumento dos funcionários públicos, estes estão desgraçados porque o dinheiro não chega para nada nestes quatro anos. Se tem 200 milhões para lá do aumento da inflação para garantir o poder de compra é qualquer coisita”, sustentou Rui Rio. O social-democrata falava aos jornalistas à margem de um almoço-debate organizado pela Confederação do Turismo de Portugal, no Porto.

Para o presidente do partido, Mário Centeno não “está a fazer outra coisa que não seja campanha eleitoral”, portanto, quando fala em 200 milhões de euros as pessoas acham que é muito dinheiro. “Pode ser algum ou pode não ser nada”, argumentou.

No quadro macroeconómico do PSD, Rui Rio referiu que os funcionários públicos e os pensionistas terão um aumento que garanta o poder de compra. "Não estamos aqui a dizer que não cortamos reformas, nem pensar, garantimos é o poder de compra”, vincou.

O ministro Mário Centeno acusou esta sexta-feira o Bloco de Esquerda de ter um problema “endémico” com as contas e defendeu que há margem financeira crescente no Programa de Estabilidade para actualizações salariais na administração pública até 2023.

Estas posições foram transmitidas por Mário Centeno, candidato a deputado do PS nas próximas eleições legislativas, durante uma conferência de imprensa na sede dos socialistas, em Lisboa, sobre o cenário macroeconómico e o impacto financeiro das propostas constantes no programa eleitoral deste partido.

“A margem que existe para 2020, após paga a prestação da recuperação do congelamento das carreiras (na ordem dos 500 milhões de euros), é suficiente para aumentar os salários à margem da inflação que hoje se observa. Nos anos seguintes, o esforço de recuperação das carreiras diminui significativamente, passando a valer pouco mais de 200 milhões de euros. Por isso, nessa altura, a margem entre 200 para 400 milhões de euros, caso se cumpra o Programa de Estabilidade, é a margem que o próximo Governo tem para adoptar medidas de actualização salarial e outras na administração pública”, justificou o titular da pasta das Finanças.