António Costa evoca memória de Soares e Arnaut, “pai e mãe” do SNS

O secretário-geral do PS celebrou em Évora os 40 anos do SNS que reivindicou como património dos socialistas.

O líder do PS, António Costa, celebrou em Évora os 40 anos do SNS
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O líder do PS, António Costa, celebrou em Évora os 40 anos do SNS LUSA/NUNO VEIGA

Na celebração dos 40 anos do Serviço Nacional de Saúde (SNS), o secretário-geral do PS, António Costa, considerou que este sábado é “um dia muito especial” e evocou a memória de Mário Soares e António Arnaut, “o pai e a mãe do Serviço Nacional de Saúde”.

“Hoje é um dia muito especial porque faz hoje 40 anos que nasceu o Serviço Nacional de Saúde [SNS] e essa é uma conquista que honra profundamente a história do PS e aqueles que já governaram em nosso nome e que, infelizmente, já nos deixaram”, afirmou o líder socialista.

Num almoço-comício em Évora, António Costa centrou o seu discurso na Saúde e frisou que, “nestes 40 anos, não é possível deixar de evocar a memória de Mário Soares e de António Arnaut, que foram o pai e a mãe do SNS”.

Considerando que o SNS foi “a maior conquista dos portugueses no pós-25 de Abril”, o líder do PS afirmou também, perante os militantes e simpatizantes do partido que encheram o Monte Alentejano, na cidade de Évora, que “a maior vitória do SNS é hoje ser consensual em toda a sociedade portuguesa”.

“Foi seguramente o avanço mais importante no Estado social, na protecção e na garantia de cuidados de Saúde a todas e a todos os portugueses”, afirmou, lembrando, contudo, que “não foi assim”, há 40 anos: “Houve aqueles que estiveram contra o SNS, houve aqueles que estiveram a favor e houve, sobretudo, o PS, que fez e criou o SNS”.

Segundo Costa, o actual Governo do PS conseguiu “repor os 1.300 milhões de euros que foram tirados ao SNS nos quatro anos anteriores”, pelo executivo PSD/CDS-PP, mas também “aumentar a despesa em 1.600 milhões de euros para financiar o SNS”.

Foi o que permitiu ter hoje “mais 11 mil profissionais no SNS, entre médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico e outros profissionais”, que “600 mil portugueses” passassem a ter médico de família ou que possibilitou repor o horário de trabalho das 35 horas”, disse.

“Temos mais 20 mil operações do que tínhamos em 2015 e, entre centros de Saúde e hospitais, mais 700 mil consultas”, frisou, vincando: “Sim, hoje há melhor Saúde do que havia em 2015”.

Para as legislativas de 6 de Outubro e para a próxima legislatura, Costa prometeu “fazer ainda mais e melhor”. E deu exemplos concretos, como alargar o cheque dentista - que já abrange as crianças acima dos seis anos – “a todas as crianças a partir dos dois anos”.

O lançamento de um “vale para os óculos para todas as crianças e jovens até aos 18 anos” e para “todos os idosos que tenham Rendimento Social de Inserção, de forma a que as próteses oculares sejam acessíveis a todos aqueles que mais necessitam” delas é outra das medidas a implementar.

O Governo, disse Costa, criou nesta legislatura “103” novas Unidades de Saúde Familiares (USF) e, na próxima, porque esta forma de organização provou ser “o melhor modelo de gestão”, vai criar “USF em todo o país” e “desenvolver equipas móveis nas USF não urbanas” para que cheguem às populações mais isoladas.

“Duplicar o ritmo de criação dos Cuidados Continuados Integrados em todo o país” e “introduzir pediatria e ginecologia nos cuidados de Saúde primários” são outras promessas de Costa que, em Évora, destacou o projecto do Hospital Central do Alentejo.

Este investimento, há décadas no papel, já é “agora irreversível”, frisou, lembrando: “Não só assegurámos os recursos como, no mês passado, foi aberto o concurso público. Agora não anda para trás. Agora, vai mesmo para a frente”.

Já o cabeça-de-lista do PS por Évora, Luís Capoulas Santos, lembrou o seu mandato como ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural no actual Governo e elencou os 12 compromissos da lista socialista por este círculo eleitoral alentejano, de que é exemplo a intenção de “criar o curso de Medicina na Universidade de Évora”.