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Manifestação contra o consumo de animais junta mais de duas centenas em Lisboa

Activistas pela defesa dos direitos dos animais marcharam até à Assembleia da República. Defendem a adopção do veganismo como estilo de vida para evitar a exploração dos animais, que dizem ser desnecessária.

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Manifestação juntou cerca de meia centena de pessoas em Lisboa ANTÓNIO PEDRO SANTOS / LUSA
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Mais de duas centenas de activistas manifestaram-se este sábado em Lisboa pelos direitos dos animais e pelo veganismo como estilo de vida, argumentando que consumir animais é condená-los à crueldade.

Na praça dos Restauradores, montaram um quadrado humano composto por cerca de setenta voluntários que toleraram o calor debaixo de sol intenso, vestidos de preto e com máscaras do filme V de Vingança para mostrar em telemóveis, “tablets”, computadores portáteis e até ecrãs de televisão imagens da exploração da indústria agropecuária, antes de marcharem em direcção à Assembleia da República.

A activista Márcia Augusto, do movimento Anonymous for the Voiceless, afirmou que o “cubo da verdade” pretende mostrar imagens que as pessoas ignoram e para que “façam escolhas mais informadas quando vão ao supermercado ou ao restaurante”.

“Na escolha de consumir produtos animais, há muita crueldade, exploração e morte envolvidas, algo que é completamente desnecessário porque conseguimos viver muito bem sem explorar outros animais”.

Outra das organizadoras, Andreia Mota, da Acção Directa, disse à Lusa que a marcha até São Bento visou “iluminar e dar visibilidade à violência” sofrida pelos animais e interpelar o poder político para reclamar “mudança no reconhecimento dos direitos dos animais”, nomeadamente na tauromaquia, que pretendem ver abolida.

A menos de um mês de ser eleito um novo parlamento nas eleições legislativas, Andreia Mota reconheceu que a mudança que reclamam “não é de um dia para o outro”, mas salientou que o fim das touradas “é uma bandeira em que tem que haver avanços na próxima legislatura”.

“O nosso apelo ao veganismo é necessário para haver uma evolução na forma como tratamos os animais e as nossas opções de consumo”, afirmou.

Márcia Augusto indicou que os animais criados para serem consumidos “já têm data de morte planeada quando nascem” às mãos de humanos que “se apoderam das vidas destes animais e os matam contra a sua vontade”.

“Este destino final não tem que ser assim”, argumentou, apontando que “já há imensas opções [veganas] enraizadas no dia-a-dia”, nomeadamente “salsichas e hambúrgueres vegetais que são substitutos directos da carne”.

Acrescentou que “Lisboa é das melhores cidades europeias para viver um estilo de vida vegano”, reconhecendo que alguns produtos “podem ser mais caros, se forem processados directos”. Mas há “leguminosas, vegetais, frutas, legumes, cereais perfeitamente acessíveis a qualquer orçamento familiar” capazes de dar “todos os nutrientes necessários”.

As acções de hoje em Lisboa inserem-se no movimento “Surge”, criado no Reino Unido para “levar para as ruas a luta pelos direitos dos animais”.

Notícia corrigida às 8h40 de 15 de Setembro: no título anterior, erradamente, estava meia centena quando se trata de mais de duas centenas. Pedimos desculpa pelo lapso. 

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