Casa Branca confirmou morte do filho de Osama Bin Laden

Hamza Bin Laden, que sucedeu ao pai à frente da al-Qaeda, já tinha sido dado como morto em Julho.

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O Governo norte-americano acredita que Hamza Bin Laden teria perto de 30 anos EPA/CIA HANDOUT

O filho do antigo líder da al-Qaeda, Osama Bin Laden, foi morto durante uma operação militar dos EUA na fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão, revelou este sábado a Casa Branca.

Hamza Bin Laden, que teria cerca de 30 anos, era um dirigente destacado da al-Qaeda. “A morte de Hamza Bin Laden priva a al-Qaeda das suas relevantes capacidades de liderança e da ligação simbólica ao seu pai, como arruína importantes actividades operacionais do grupo”, diz a Casa Branca, através de um comunicado.

Em Julho, a morte de Bin Laden foi noticiada pela imprensa norte-americana, mas nunca houve uma confirmação oficial. Segundo o New York Times na altura, as forças norte-americanas participaram na operação.

Meses antes, o Governo norte-americano tinha anunciado uma recompensa no valor de um milhão de dólares (880 mil euros) por informações sobre o líder do grupo islamista. O Departamento de Estado acreditava já no início do ano que Bin Laden tinha assumido um papel de topo na organização fundada pelo pai no final dos anos 1980.

A confirmação por Washington da morte de Hamza Bin Laden acontece três dias depois do 18.º aniversário do ataque contra as Torres Gémeas, em Nova Iorque, que foi planeado pelo fundador da al-Qaeda e continua a ser considerado o acto terrorista de maior relevo do grupo.

Osama Bin Laden foi morto em 2011 durante uma operação especial das forças norte-americanas, depois de ter sido localizado num complexo em Abbottabad, no Paquistão. No local também se descobriu documentação que indicava que o fundador da al-Qaeda estava a preparar a sucessão pelo seu filho.

Desde 2017 que Hamza Bin Laden estava na lista dos terroristas mais procurados pelos EUA, depois de ter aparecido em vídeos e mensagens em que apelava aos seus seguidores para que executassem actos terroristas em várias cidades ocidentais.