Torne-se perito

Sanita de ouro maciço do artista Maurizio Cattelan roubada durante a noite do Palácio de Blenheim

Intitulada America, a obra ainda não foi encontrada, mas a polícia britânica já deteve um homem de 66 anos.

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Leon Neal/Getty Images

Uma sanita de ouro maciço foi roubada durante a noite no Palácio de Blenheim, o local onde nasceu Winston Churchill, o mais famoso político inglês do século XX. Temporariamente instalada na residência dos duques de Marlborough em Woodstock, perto de Oxford, esta escultura do artista italiano Maurizio Cattelan, ironicamente intitulada America, está avaliada num milhão de libras (1,1 milhões de euros).

A obra ainda não foi encontrada, mas a polícia britânica revelou que um homem de 66 anos foi entretanto preso. O roubo provocou “danos consideráveis e uma inundação”, porque a retrete estava a uso e ligada à canalização do edifício, informou também a polícia.

De facto, America é uma instalação que os visitantes são convidados a usar durante 90 segundos e integra, juntamente com uma polémica escultura retratando um muito realista Adolf Hitler, a exposição Victory is not an option, inaugurada na passada quinta-feira neste palácio do século XVIII classificado como Património da Humanidade. O monumento esteve encerrado ao público enquanto decorreram as investigações, mas deverá reabrir no domingo.

No mês passado, Edward Spencer-Churchill, meio-irmão do actual duque de Marlborough, disse que a segurança da sanita de 18 quilates não era uma preocupação, quando interrogado sobre o assunto: “Não será a coisa mais fácil de levar. Primeiro porque está preso à canalização e em segundo lugar porque o potencial ladrão não saberá quem a usou antes ou o que comeu. Por isso, não, não pretendo guardá-la.” A ironia usada pelo aristocrata inglês, talvez com alguma displicência, é agora citada ironicamente por jornais ingleses como o diário The Independent.

America foi produzida em 2016 para o Museu Guggenheim, em Nova Iorque, onde foi utilizada por mais de 100 mil visitantes. A obra, que é uma crítica ao desequilíbrio da distribuição de riqueza nos EUA, foi oferecida como um empréstimo de longo prazo à Casa Branca, quando Donald Trump, o actual presidente dos Estados Unidos, solicitou o empréstimo de uma pintura de Van Gogh à instituição.

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