Incêndio em Valpaços leva a evacuação de aldeia e destrói três casas

O fogo tinha, pelas 00h30, várias frentes activas e já se havia alastrado para o concelho vizinho de Chaves. Chamas estavam a ser combatidas por mais de 300 bombeiros, apoiados por mais de 100 viaturas.

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Imagem de arquivo Paulo Pimenta

Uma aldeia do concelho de Valpaços foi evacuada e pelo menos três casas destruídas por um incêndio que estava, na noite desta sexta-feira, a ser combatido por mais de 300 bombeiros, adiantou à Lusa fonte da câmara.

A localidade de Valongo, concelho de Valpaços, no distrito de Vila Real, foi já evacuada e pelo menos três casas arderam, explicou a mesma fonte. Celeirós poderá ser também evacuada devido ao fogo, referiu.

Uma das três frentes activas do incêndio estava a ceder por volta das 22h, disse à Lusa fonte da Protecção Civil. O fogo, que chegou a ter quatro frentes activas, estava, pelas 00h30, com três, estando uma delas a ceder aos meios de combate, referiu a mesma fonte, que se encontra em Valongo, freguesia de Ervões, Valpaços, onde está instalado o centro móvel de operações.

Contudo, a fonte acrescentou que existiam “locais inacessíveis”, o que estava a dificultar os trabalhos. Outras das dificuldades eram as “fortes rajadas de vento”, vincou. Depois de deflagrar às 13h36 em Ervões, Valpaços, o fogo passou, por volta das 19h30, para o concelho vizinho de Chaves. Por esse motivo, e dada a dimensão do incêndio, foi necessário o reforço de meios operacionais.

Já uma fonte dos Bombeiros Voluntários de Valpaços revelou à Lusa que duas pessoas acamadas, habitantes em localidades de Valpaços atingidas pelo fogo, foram retiradas das habitações pela Cruz Vermelha Portuguesa e instaladas no pavilhão desportivo local. O espaço estará aberto durante a noite caso seja preciso retirar pessoas das suas casas e realojá-las.

O presidente da Câmara de Valpaços, Amílcar Almeida, disse esta noite esperar que o vento não mude de direcção, porque, a acontecer, causará um “verdadeiro desastre” no concelho. “Vamos ter muito trabalho. Esperamos que o vento não mude de direcção”, porque, senão, “pode ser um verdadeiro desastre para o concelho que, até agora, já soma muitos prejuízos causados pelo fogo”, disse Amílcar Almeida à agência Lusa.

Ainda sem terem sido apurados os prejuízos causados, o autarca avançou que esses são “elevados”, nomeadamente ao nível das culturas. “Os soutos foram muito afectados, há castanheiros totalmente consumidos pelas chamas que, infelizmente, já não vão produzir mais”, frisou. O presidente da câmara sublinhou o trabalho dos bombeiros que, em terreno íngreme e muito arborizado, conseguiram, até agora, evitar prejuízos maiores.

O Comando Distrital de Operações e Socorro (CDOS) de Vila Real aguarda um “reforço de meios operacionais” para combater o “difícil incêndio”. “Esperamos reforços de meios de Lisboa, Porto, Viseu, Guimarães ou Braga para nos ajudarem no difícil combate às chamas”, disse à Lusa fonte do CDOS.

O incêndio estava a ser combativo, pelas 00h30, por cerca de 380 bombeiros, apoiados por 117 viaturas. Durante a tarde, o combate às chamas envolveu seis aeronaves. Segundo o Comando Distrital de Operações e Socorro (CDOS) de Vila Real, o alerta para o incêndio em zona florestal na localidade do distrito de Vila Real foi dado às 13h36.

página da Protecção Civil destacava, na noite desta sexta-feira, três grandes incêndios que estavam a lavrar distritos de Coimbra (Miranda do Corvo), Castelo Branco (Sertã) e Vila Real (Valpaços) e que mobilizavam quase 500 operacionais e mais de 100 viaturas cada um. No total, pelas 00h30, cerca de 2600 operacionais e 790 viaturas combatiam mais de 70 incêndios em todo o país, 25 dos quais em curso, seis em resolução e 42 em conclusão.

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