CDS-PP pede mais força para aprovar medidas para antigos combatentes

Em visita à Associação dos Deficientes das Forças Armada, Assunção Cristas apresentou as medidas do programa do CDS.

Assunção Cristas visitou a Associação dos Deficientes das Forças Armada
Foto
Assunção Cristas visitou a Associação dos Deficientes das Forças Armada LUSA/MIGUEL A. LOPES

A presidente do CDS, Assunção Cristas, pediu esta quinta-feira aos eleitores que dêem mais força a este partido para conseguir aprovar medidas de apoio aos antigos combatentes e deficientes das Forças Armadas, por exemplo, em termos de aposentação. “Esperemos que possamos ter mais força para que também esta agenda tenha ganho de causa”, afirmou.

No final de uma visita à sede da Associação dos Deficientes das Forças Armada (ADFA), em Lisboa, Assunção Cristas referiu que o CDS tem no seu programa eleitoral medidas como a reposição dos anteriores termos de “contagem do tempo de serviço em cenários de maior perigosidade, que foi alterada em 2009”.

Outras propostas do CDS têm a ver com “a consideração de lesões, de deficientação que foi feita num contexto de guerra, embora não propriamente num contexto de batalha”, e com “a necessidade de reavaliar o nível da deficiência, porque a doença agrava-se às vezes com o passar do tempo”, apontou.

“O que gostaremos é de poder ter mais força para podermos levar por diante as nossas propostas, que são propostas de justiça, de reconhecimento e de valorização do papel destas pessoas, que hoje já não são os jovens que eram há 40 e há 50 anos”, declarou Assunção Cristas aos jornalistas.

Segundo a presidente do CDS, estas medidas não representam “nada que implique esforços incomportáveis do ponto de vista financeiro - e esse também é um aspecto relevante, porque às vezes as reivindicações são justas, mas os custos são incomportáveis, não é aquilo de que estamos a falar neste caso”.

Assunção Cristas defendeu que são compromissos “de uma grande justiça” e que “neste momento em que há mais disponibilidade devem ser assumidos”. E frisou: “É possível, com vontade política. E lamentamos que não tenha sido possível fazê-lo nesta legislatura, aprovar um estatuto do deficiente das Forças Armadas e repor questões de profunda justiça de reconhecimento e valorização destes homens.”

Esta visita do CDS aconteceu em resposta a um convite da ADFA, que, de acordo com o portal da associação, “enviou um convite a todos os partidos políticos para que se desloquem à associação e apresentem os seus programas eleitorais” às legislativas de 6 de Outubro.

Durante esta visita, o presidente da ADFA, o coronel Manuel Lopes Dias, elogiou o deputado do CDS João Rebelo, que acompanhou Assunção Cristas, considerando-o “uma voz liderante na Assembleia em defesa dos direitos da reparação devida aos deficientes militares”.

Manuel Lopes Dias mencionou que a ADFA tem cerca de 13.500 associados e apelou aos partidos políticos para que não deixem esquecer a guerra colonial e tenham atenção às “feridas por sarar em relação a uma geração que está bem viva”.

Assunção Cristas frisou que o seu partido está comprometido “com a causa dos antigos combatentes e dos deficientes das Forças Armadas” e tem estado ao seu lado “desde a primeira hora e sempre que pode, com propostas concretas no parlamento”.

A presidente do CDS disse que a guerra colonial “continua a perdurar nestas pessoas e nas suas famílias” e que é devida “uma reconciliação também e uma valorização do trabalho que milhares de homens fizeram por amor à pátria e em obediência ao que então foi decidido”.