Com a morte de Robert Frank, “a fotografia também morreu”

“Em Robert Frank tudo é muito pessoal, essa é a grande lição dele — quanto mais pessoal, mais universal”, disse ao PÚBLICO Paulo Nozolino, profundo admirador da obra do fotógrafo americano.

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Robert Frank em Paris, 2007 Getty Images
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LUSA/WALTER BIERI

Entre a imensidão de adjectivos grandiloquentes que por esta altura se escrevem na morte daquele que é considerado um dos mais influentes fotógrafos do século XX, haverá poucos com que o artista suíço-americano se identificaria. Porque também são muitos os que lhe apontam humildade, simplicidade e uma postura na vida que relativizava a fama, o sucesso e o dinheiro. Alguém que procurava a solidão e o recato. Robert Frank, autor de The Americans (Delpire, 1958), um dos mais importantes livros da história da fotografia, morreu esta segunda-feira em Inverness, Nova Escócia, Canadá, onde vivia há décadas na pequena localidade de Mabou, com a sua mulher, June Leaf. Tinha 94 anos e o anúncio foi feito por Peter MacGill, da Pace-MacGill Gallery, de Nova Iorque, que representava o artista.