Suspeitos de violento assalto na Lourinhã detidos no norte de Espanha

A operação, a cargo da PJ, teve a colaboração da Guarda Nacional Republicana e da Guardia Civil de Espanha. Vítimas continuam a ser assistidas mais de duas semanas dos factos ocorridos no concelho da Lourinhã.

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PAULO PIMENTA

A Polícia Judiciária identificou e deteve dois homens, de 40 e 21 anos, fortemente indiciados pela prática de crimes de roubo agravado, homicídio na forma tentada, violação, sequestro, exposição ao abandono e detenção de arma proibida. A operação, através da Directoria de Lisboa e Vale do Tejo, contou “com a relevante colaboração da Guarda Nacional Republicana e da Guardia Civil de Espanha”, avança a PJ em comunicado.

“Os factos ocorreram no passado dia 25 de Agosto” no concelho da Lourinhã. Nesse dia, os arguidos detidos “entraram abruptamente numa residência, na qual residiam tio e sobrinha, a quem exigiram a entrega de dinheiro e objectos em ouro”. As vítimas eram conhecidas dos autores e “foram selvaticamente agredidas, tendo uma delas sido sujeita a um gravíssimo abuso sexual”, diz ainda a PJ.

Pela descrição feita em comunicado, os assaltantes, “após efectuarem o roubo na habitação, colocaram a vítima masculina no porta-bagagens de uma viatura que lhe pertencia e a ofendida no banco traseiro, ambos manietados”. Depois “vieram a abandonar a vítima masculina, que julgavam estar morta, num pinhal existente na zona, e, alguns quilómetros depois, a ofendida, sobre quem desferiram um disparo de arma de fogo na cabeça, visando a sua morte”.

Fugiram para Espanha na mesma viatura e foram localizados e detidos dois dias depois, em cumprimento de mandado de detenção europeu, quando se deslocavam de táxi numa localidade do norte daquele país.

Os suspeitos apropriaram-se de bastante dinheiro, ainda não totalmente quantificado, de objectos em ouro e de uma arma de fogo que uma das vítimas possuía. Foram entregues às autoridades portuguesas na passada sexta-feira e presentes a primeiro interrogatório judicial. Ficaram em prisão preventiva.

As vítimas continuam a ser assistidas para recuperação das lesões graves que lhes foram infligidas, informa ainda a PJ.