“Escusam de gritar, que Deus não é surdo”

Ruído provocado por algumas igrejas evangélicas deixa vizinhos de cabelos em pé. Há gritos e choros, música e amplificadores de som. Alvos das queixas dizem estar a ser vítimas de intolerância religiosa.

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nuno ferreira santos

Rita Rocha chega a ter pensamentos pecaminosos: “Tenho de fazer qualquer coisa, não aguento mais.” O calvário desta antiga cabeleireira septuagenária começou há dois anos, altura em que o antigo armazém que tinha no rés-do-chão por baixo de casa, no Carregado, foi ocupado por uma igreja de inspiração evangélica.