Galaxy Fold chega às lojas com Portugal fora da lista de países anunciados

O telemóvel de ecrã dobrável estreia-se na Coreia do Sul. Depois, será vendido na Inglaterra, Estados Unidos, Alemanha, Singapura e França.

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O telemóvel chega com um atraso de seis meses LUSA/OMER MESSINGER

A Samsung vai começar a vender o seu telemóvel com um ecrã que se desdobra noutro maior esta sexta-feira na Coreia do Sul – o novo Galaxy Fold trata-se do primeiro aparelho do género a chegar ao mercado, embora a rival Huawei também já tenha apresentado a sua proposta, o Mate X.

O Fold chega com um atraso de seis meses. O lançamento inicial estava previsto para Abril, mas a empresa sul-coreana foi obrigada a adiar a data depois de análises de jornalistas convidados a testar os telemóveis mostrarem que os ecrãs não cumpriam a promessa. Ao serem desdobrados, os ecrãs dos Galaxy Fold, que vão estar à venda por 2000 euros na Europa, partiam-se ou deformavam-se, criando pequenas elevações.

A empresa garante que corrigiu os problemas. “Agora, estamos entusiasmados para lançar esta tecnologia pioneira, e permitir aos consumidores experimentarem-na eles próprios”, disse em comunicado DJ Koh, o presidente da secção de comunicação móvel da Samsung.

Depois da Coreia do Sul, os países a receber o telemóvel serão a Inglaterra, Estados Unidos, Alemanha, Singapura e França. Ainda não há data de lançamento prevista para Portugal. De acordo com a Samsung, a equipa passou os últimos meses a “aprimorar o Galaxy Fold” – nomeadamente ao “reforçar o design e construção do aparelho” – para garantir que oferece uma boa experiência aos utilizadores.

O Fold vem com seis câmaras (há três na traseira, duas na lateral e uma na parte de trás) e dois ecrãs (o maior, que se dobra, e outro menor, tradicional). Fechado, o aparelho assemelha-se a dois smartphones sobrepostos. Ao abri-lo, como um livro, o utilizador pode utilizar o ecrã maior para trabalhar em várias aplicações em simultâneo: por exemplo, pode pesquisar na Internet, enviar mensagens, e jogar videojogos.

O investimento em novos formatos de telemóveis pode reacender o interesse dos consumidores, que procuram ecrãs cada vez maiores. De acordo com dados da IDC, o mercado de smartphones tem estado a encolher nos últimos anos. Uma das soluções das empresas tem sido em investir em telemóveis topo de gama cada vez mais caros, cujo preço compensa a diminuição do número de unidades vendidas.

A proposta de telemóvel dobrável da Huawei, o Mate X, irá ultrapassar os 2200 euros e deverá chegar ao mercado em Novembro.