Eles passaram um ano a desenhar o Alto Minho

À descoberta da região, 55 artistas e entusiastas do desenho passaram e viveram no Alto Minho para observar, sentir e registar, de forma espontânea, o que os "emocionou".

António Procópio
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António Procópio

De dez encontros – um por mês – de urban sketchers em dez localidades do Alto Minho surgiu o projecto Sketching com História, um desafio da Comunidade Intermunicipal do Alto Minho que resultou num livro recheado de desenhos feitos no sítio e uma panóplia de estilos que foram preenchendo os diários gráficos de cada participante. Foram muito os que compareceram. Paralelamente, um par de desenhadores viveu durante breves dias em cada uma das localidades, registando com o seu traço essa vivência. Foi-lhes proposto que sobre ela reflectissem, escrevendo um pequeno texto, integrado no livro Desenhos do Alto Minho. Nalguns casos, esses residentes de passagem tiveram a oportunidade de conversar sobre essa experiência com alguns jovens, visitando escolas locais.

"Desenhar corresponde ao que mais gostamos de fazer, mas também à melhor forma de darmos a conhecer um local: registar o que nos emocionou enquanto o descobríamos. Parámos, olhámos e, concentrados, registámos instantes, céus, fachadas, contornos, pessoas, árvores, com linhas e manchas e cor, no nosso caderno."

O resultado é um livro com uma colecção de memórias e de momentos vivenciados pelos artistas, evocados em cerca de 160 desenhos, que deixam transparecer o que de melhor o Alto Minho tem para oferecer: monumentos, paisagens, recantos pitorescos e pormenores que passam despercebidos, num convite ao leitor para que desenhe as suas próprias viagens.