Opinião

Marcel Keizer, o spinner parou de girar

Há uma frase de George Bernard Shaw que resume na perfeição a passagem efémera de Marcel Keizer pelo Sporting: “As ideias são como as pulgas, saltam de uns para outros, mas não picam todos.” O treinador chegou a Portugal rotulado como uma espécie de braço extensor da escola do Ajax, cujo ideário voltou a ser cobiçado por essa Europa fora depois do sucesso do colosso holandês na última edição da Liga dos Campeões, mas, menos de um ano depois, parte sem grande cartão-de-visita. Já praticamente todos se esqueceram da entrada de rompante na Liga, feita de goleada em goleada, ao mesmo tempo que retêm na memória a estagnação de uma equipa que só parecia avançar aos repelões.