Herzog à cabeça das novidades do Doclisboa

Começa a desenhar-se a edição 2019 do Doclisboa, com novos filmes de Werner Herzog, Andrés Duque, Teresa Villaverde e Lech Kowalski.

A cineasta libanesa Jocelyn Saab a filmar em Beirute em 1982
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A cineasta libanesa Jocelyn Saab a filmar em Beirute em 1982 dr

Começa a desenhar-se a programação da edição 2019 do Doclisboa, a decorrer este ano de 17 a 27 de Outubro — e as primeiras notícias trazem a presença de cineastas que são regulares nos eventos de cinemas do real, como Werner Herzog, Lech Kowalski ou Thomas Heise. Depois das já anunciadas retrospectivas sobre o cinema da Europa de Leste e sobre a cineasta libanesa Jocelyn Saab, é a vez de se apresentar a programação da secção paralela Da Terra à Lua, “panorama” da actual produção documental global.

O nome mais forte dos títulos agora anunciados é o lendário cineasta alemão Werner Herzog, que mostrará na secção os seus dois títulos mais recentes: Nomad: in the Footsteps of Bruce Chatwin, um documentário à volta das viagens do autor britânico de Utz, e Family Romance LLC, a ficção de inspiração documental que Herzog estreou em Cannes 2019. Também de Cannes vem On va tous péter, o filme que o anglo-polaco Lech Kowalski rodou junto de uma fábrica francesa em risco de liquidação judicial.

Outros realizadores que já vimos no Doclisboa: Andrés Duque (Oleg y las Raras Artes, abertura da edição 2016) trará Karelia: International with Monument, sobre a região fronteiriça da Carélia, entre a Rússia e a Finlândia; enquanto o alemão Thomas Heise (Material e Solar System, exibidos respectivamente em 2009 e 2011) regressa à história alemã do século XX com Heimat Is a Space in Time, uma das sensações do festival de Berlim 2019.

Outros títulos anunciados são uma pequena retrospectiva de curtas realizadas pela dupla independente americana Kevin Jerome Everson e Claudrena N. Harold, a curta que Teresa Villaverde preparou para a sua retrospectiva parisiense no Centro Pompidou Où en êtes-vous, Teresa Villaverde?, ou A Story from Africa, o filme-ensaio-instalação realizado pelo americano Billy Woodberry à volta da ocupação portuguesa no território angolano dos Cuamato. E, como tem sido hábito, a situação da América Latina e em particular do Brasil merece atenção especial, com a exibição de Until the Sun Dies de Claudio Carbone, O Último Sonho de Alberto Álvares e Chão de Camila Freitas (sobre o movimento dos Sem Terra). Os pormenores podem ser encontrados em www.doclisboa.org, enquanto a restante programação não é anunciada.