Sem sair da China, Baidu torna-se o segundo maior fabricante de colunas inteligentes

Empresa chinesa vende apenas para o mercado interno. Amazon continua na liderança.

A Baidu é uma das estrelas tecnológicas da China
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A Baidu é uma das estrelas tecnológicas da China Reuters

As colunas inteligentes – que permitem ouvir música e notícias, fazer pesquisas online e usar assistentes digitais – não são um produto de massas. Mas são um mercado em crescimento em vários países, incluindo na China, onde a procura interna bastou para que a Baidu surja agora como o segundo maior fabricante global destes equipamentos.

A Baidu viu as vendas de colunas inteligentes aumentarem 370 vezes no segundo trimestre deste ano, de acordo com estimativas da analista Canalys. Passou de 120 mil destes aparelhos vendidos no segundo trimestre do ano passado, para 4,5 milhões de unidades. Os valores demonstram o potencial do consumo interno chinês, que há alguns anos serviu de motor para as marcas de telemóveis, quando as vendas a ocidente estagnavam.

A empresa é uma das estrelas tecnológicas chinesas. Fundada em 2000 (dois anos após a Google), opera o maior motor de busca na China e oferece vários outros serviços online, como mapas, fóruns de discussão e uma enciclopédia online. As colunas que fabrica destinam-se apenas aos consumidores na China.

As vendas da Baidu no trimestre passado colocam-na ligeiramente à frente da Google – que vendeu 4,3 milhões de colunas inteligentes, uma queda de 20% – e atrás da Amazon, que enviou para o retalho 6,6 milhões das suas colunas Echo, uma subida de 25%.

A empresa chinesa, no entanto, não concorre directamente com aquelas duas multinacionais americanas. “A Baidu ter substituído a Google como o segundo maior fabricante de colunas inteligentes não é um feito pequeno, mas tem pouco significado, uma vez que ambas as empresas operam em mercados mutuamente exclusivos”, observou uma nota da Canalys.

Já as vendas globais destes equipamentos cresceram 55%, para 26,1 milhões de unidades, um número que fica muito aquém de outros produtos. Por exemplo, nos mesmos três meses de 2019, foram vendidos cerca de 333 milhões de smartphones, segundo a analista IDC.

Nos meses recentes, várias multinacionais tecnológicas admitiram que contratavam pessoas para ouvirem excertos das interacções dos utilizadores com serviços de voz, com o objectivo de melhorarem a tecnologia. Foi o caso do Facebook, da Amazon, da Apple, da Google e da Microsoft.

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