Gémeas nunca saíram da mesma rua e o Provedor de Justiça chegou a enviar carta para a nova morada

O Ministério Público diz que não conseguiu, em 2017, localizar a família das duas crianças. Quando a casa onde viviam foi demolida, passaram para o outro lado da rua. As crianças foram acompanhadas no mesmo centro de saúde e as vacinas estavam em dia.

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Nuno Ferreira Santos

Agora que as duas filhas de 10 anos lhes foram retiradas, Mariana e João Dias Moura reconhecem o erro de não terem tratado da documentação para as inscrever na escola. Aceitam ser responsabilizados por isso, mas não por violência contra as filhas, que negam ter existido. “Se fôssemos acusados por não termos as meninas na escola, compreendo. Mas por violência doméstica?”