Câmara de Gaia aproveita obras em 33 escolas para remover amianto das coberturas

As intervenções, que irão ser votadas em reunião do executivo, permitem reduzir os custos energéticos e melhorar o conforto térmico dos estabelecimentos de ensino.

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Além das escolas do primeiro ciclo, vão sofrer intervenções escolas EB 2,3, como a de Costa Matos Paulo Pimenta

A Câmara de Gaia vai avançar com a remoção de amianto em todos os estabelecimentos de tipologia P3 do primeiro ciclo, escolas constituídas por dois blocos ligados entre si. A autarquia vai levar à próxima reunião do executivo, a ocorrer já na próxima segunda-feira, esta proposta, que está inserida na adjudicação das empreitadas de beneficiação energética e requalificação de 33 estabelecimentos de ensino.

Num investimento municipal de 5,4 milhões de euros, este conjunto de obras divide-se em três lotes. A remoção de amianto naquelas escolas será, por sua vez, concretizada ao longo de três anos lectivos, permitindo optimizar estes edifícios através da redução dos custos energéticos e do aumento do conforto térmico. Três das escolas –​ a EB1 das Pedras, o Jardim de Infância de Laborim e a EB de Cabanões – ​já sofreram intervenções que levaram à retirada do amianto.

Segundo o comunicado enviado à imprensa, embora nenhuma das escolas a intervencionar apresente riscos no que diz respeito ao amianto existente nas coberturas, a autarquia crê que este problema deve ser resolvido, até porque é preciso “garantir tranquilidade à comunidade escolar e criar melhores condições para a prática pedagógica”.

Este é um programa que se integra no plano de requalificação do parque escolar de jardins-de-infância e escolas do primeiro ciclo, que já permitiu a reabilitação de mais de cem estabelecimentos de ensino desde 2014. Para além das escolas do primeiro ciclo, as intervenções incluem ainda estabelecimentos de outros grau de ensino: as EB 2,3 de Valadares e dos Carvalhos, Costa Matos e Sophia de Mello Breyner, e a Secundária de Oliveira do Douro.

Apesar de em Dezembro de 2018, no âmbito da reprogramação do quadro comunitário, estar prevista uma verba para o financiamento de projectos de eficiência energética, tal não se verificou. Neste sentido, a câmara decidiu avançar, por sua própria conta, com as intervenções. “Para nós, as questões das escolas são prioritárias e assumimo-las com o nosso próprio orçamento. É um problema que tem de ser resolvido, não porque haja risco, mas porque o fibrocimento também se degrada com o tempo. Temos de o fazer para evitar que isto se torne um problema”, explicou o presidente da autarquia, Eduardo Vítor Rodrigues, citado nesta nota.

As escolas P3, edificadas na década de 1980, acompanham os movimentos de renovação pedagógica que emergiam na Europa naquela altura, sobretudo nos países nórdicos. Caracterizam-se pelos seus espaços mais abertos, com uma área social significativa e um número variável de salas, existindo em Gaia escolas P3 que podem ter até 16 salas.