A francesinha que se come à mão tem casa nova no Porto

O novo espaço da Sandinha fica na Rua do Comércio e tem um leque mais alargado de opções. Uma expansão para Lisboa também já faz parte dos planos dos proprietários.

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Gonçalo Dias
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Não há uma sem duas, e, quem sabe, duas sem três. Quatro anos depois da abertura da primeira Sandinha, no Mercado do Bom Sucesso, no Porto, eis que há um novo espaço na cidade onde se pode comer uma francesinha à mão. 

O sucesso desta iguaria que se come mais facilmente do que a tradicional francesinha levou o proprietário da Sandinha, Luís Brito, a querer abrir um restaurante mais amplo, mais intimista e de fácil acesso, quer para os portuenses, quer para os turistas que pretendem conhecer o melhor que a cidade tem para oferecer em termos gastronómicos. Daí a natural opção pelo alargamento a um novo espaço, no centro do Porto. Abriu há cerca de dois meses e permite um maior contacto com os clientes.

Com a abertura do novo espaço na Rua do Comércio do Porto, conseguiu-se “alargar um bocadinho o leque de opções”, revelou Luís Brito, que quis apostar num espaço próprio, mais acolhedor, com mais mesas e num ambiente mais intimista. Como a Sandinha do Mercado Bom Sucesso já existe há quatro anos, esta aposta no centro da cidade foi, para o colaborador João Oliveira, “um aperfeiçoamento de um produto vencedor”.

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Agora, apesar de se continuar a vender a tradicional sandinha – a francesinha que é passível de se “comer a andar” (o conceito de take and walk, isto é, pegar e andar) –, há uma maior oferta no novo restaurante. Vai-se além da sandinha tradicional, composta por fiambre, mortadela, carne assada, linguiça e salsicha fresca (3,75€). A sandinha rosbife leva, por sua vez, rosbife, cebola roxa caramelizada, bacon e mostarda de Dijon (4€). A sandinha da horta, outra inovação do mais recente restaurante, é vegetariana e vem com tomate, cogumelos frescos, cebola caramelizada e com molho de francesinha vegetariano (3,75€). A sandinha kids, especialmente pensada para crianças e composta por carne assada, fiambre, salsicha de cachorro e queijo, leva ainda um molho vegetariano, mais leve e feito à base de tomate e cogumelos (3€). Depois é servido ainda o prego normal, com bife, fiambre e queijo (5€), sendo o prego downtown a grande inovação, que é muito semelhante à sandinha rosbife, mas que é constituído por bife, preparado de cebola e bacon e mostarda de Dijon (6€). O cachorrinho, por sua vez, leva linguiça, queijo e salsicha fresca (3,50€). O cachorro downtown é exactamente igual, mas leva mais queijo e o molho é o da francesinha (6€).

A música ambiente a tocar, os quadros que decoram as paredes e os tons quentes da Sandinha fazem com que o novo espaço vá, de acordo com João Oliveira, “ao encontro do público portuense e estrangeiro”, numa “zona movimentada do centro da cidade”. E esta, diz, é também uma forma de “expandir e dar a conhecer a marca”.

Para além do conceito inovador da Sandinha, que surgiu com André Regueiro e Luís Brito, quando a francesinha portuense foi considerada, pelo Aol Travel, uma das dez melhores do mundo, há uma aposta no “tradicional”, como contou João Oliveira: “O nosso molho é totalmente artesanal, à moda antiga.”. E a batata frita é caseira e feita na hora. A introdução de sobremesas próprias também é algo que já está a ser pensado pelos proprietários, tendo em conta que a maior dimensão do espaço assim o permite.

Aberta desde 2015 no Mercado do Bom Sucesso, a Sandinha tem tido, segundo o proprietário, “um feedback bastante positivo”, nomeadamente pelo facto de a sanduíche ser mais pequena do que a francesinha tradicional, “não causando uma sensação de enfartamento”. O facto de o proprietário ter optado por usar na sua confecção as “famosas linguiças e salsichas frescas do Leandro do Bolhão” fez com que os clientes se sentissem ainda “mais satisfeitos”, confidenciou, por sua vez, João Oliveira, que acredita que a francesinha está agora “mais composta e mais gulosa”.

Questionado sobre uma possível expansão da Sandinha para Sul, Luís Brito revelou que este é um interesse que “já existe há algum tempo”, pelo que “ter um espaço em Lisboa é um plano a curto, médio prazo”.

Texto editado por Sandra Silva Costa