Facturação de pastelaria histórica do Porto cresce 20 vezes em seis anos

Na loja mãe da Leitaria da Quinta do Paço, localizada na Praça Guilherme Gomes Fernandes, no Porto, vende-se uma média de 800 éclairs por dia.

Um <i>éclair</i> clássico na fábrica da Leitaria da Quinta do Paço, histórica pastelaria do Porto que faz 100 anos em 2020
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Um éclair clássico na fábrica da Leitaria da Quinta do Paço, histórica pastelaria do Porto que faz 100 anos em 2020 JOSÉ COELHO/LUSA

O grupo da Leitaria da Quinta do Paço (LQP), histórica pastelaria do Porto que faz 100 anos em 2020, registou uma facturação de quatro milhões de euros em 2018, crescendo 20 vezes em relação a 2012.

Em entrevista à Lusa no âmbito das celebrações do 100.º aniversário da LQP, José Eduardo Costa, presidente executivo do grupo da LQP, revelou que a facturação em 2018 ultrapassou os “quatro milhões de euros”, aumentado mais de 20 vezes em relação a 2012, ano que adquiriu a marca e que facturou 190 mil euros.

Nascida no Porto em 1920, na Praça Guilherme Gomes Fernandes, a loja mãe da Leitaria da Quinta do Paço mantém-se há quase 100 anos no mesmo local.

Dados da facturação do grupo LQP indicam que em 2012 registou uma facturação de 190 mil euros, em 2013 aumentou para 675 mil euros e em 2014 atinge 1,2 milhão de facturação. A tendência tem sido sempre a aumentar a facturação e em 2017 já tinha atingido os três milhões de euros.

O aumento da facturação nesta última meia dúzia de anos justifica-se com a abertura de seis lojas franchisadas — Porto (duas), Matosinhos, Lisboa, Almada e Oeiras — e o facto de conseguirem manter a receita original dos bolos, especialmente a “frescura do chantilly” que dá a “magia” àquelas iguarias, explicou José Eduardo Costa, que comprou a loja da Baixa do Porto com a mulher, Joana Ramalho, em plena crise financeira de Portugal.

Em 2012, a única loja que existia dava emprego a 15 pessoas. Actualmente nas sete lojas que existem espalhadas pelo país o grupo tem 130 postos de trabalho. O plano para aumentar no futuro o número de lojas franchisadas com carimbo LQP está traçado e a próxima loja a abrir é em “meados de Setembro”, em Braga, no Largo de S. Francisco.

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Está também em curso a abertura de uma Leitaria da Quinta do Paço em Sintra, distrito de Lisboa, e outra em Coimbra, onde será feita “uma pequena fábrica”. A ambição dos proprietários da LQP é continuar a expandir o negócio e abrir uma nova loja na Baixa de Lisboa e outra no Mercado do Bolhão (Porto), cuja obra de reabilitação está em curso.

José Eduardo Costa lamenta o facto de o município do Porto “não estar a olhar para a Leitaria da Quinta do Paço da mesma forma como publicita outros estabelecimentos, como o Café Piolho” ou o “Café Majestic” e frisa que as cidades “vivem do que têm de original”.

O Porto tem a francesinha, o Douro, a Torre dos Clérigos e as escadas do Harry Potter [na Livraria Lello]. Só que quanto mais coisas tiver, mais competitivo é”, argumentou o presidente executivo, constatando que há cidades que têm especialidades inferiores às da Leitaria que as “gritam ao mercado”, porque é mais um factor de “atracção” e “diferenciador”.

O best-seller da LQP é o éclair e o segundo produto-chave é a bola de Berlim, seguidos depois pelo chantilly vendido em porções. A manteiga, o queijo, iogurtes e sobremesas lácteas são outros lacticínios expostos nas vitrinas das leitarias.

Na loja mãe da LQP, localizada na Praça Guilherme Gomes Fernandes, no Porto, vende-se, uma média, de 800 éclairs por dia, um valor que duplica aos sábados e domingos, contou a directora de marketing da Leitaria, Alexandra Sotto Maior.