Rio diz que são o “estilo e a ideologia” que o separam de Costa

Líder do PSD refere carga fiscal elevada como um dos erros que deviam levar os portugueses a mudar de Governo.

Rui Rio
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Rui Rio foi recebido por António Costa em São Bento logo a seguir a ser eleito líder do PSD Nuno Ferreira Santos

O líder do PSD apontou o “estilo e a ideologia” como os dois aspectos que o “separam” do primeiro-ministro. Numa entrevista ao jornal de campanha do PSD, disponibilizado no site do partido para as legislativas, Rui Rio criticou a elevada carga fiscal, a falta de investimento e gestão dos serviços públicos.

Rui Rio respondeu com duas palavras - “estilo e ideologia" - quando foi questionado sobre o que o separa do primeiro-ministro. “António Costa é muito mais à esquerda do que eu, ao ponto de se unir, sem qualquer constrangimento, à extrema-esquerda e governar com ela sem grandes problemas. Comigo isso seria impossível”, afirmou. O líder do PSD considera que o secretário-geral socialista “valoriza muito mais o curso prazo e os fenómenos tácticos e conjunturais”. Já o próprio diz preocupar-se “menos com o curso prazo” e focar-se “sempre mais no futuro, no médio e longo prazo”.

Questionado sobre quais as três falhas ou erros políticos que devem levar os portugueses a mudar de Governo, o líder do PSD apontou a “falta de investimento e de gestão dos serviços públicos, o abandono das pequenas e médias empresas e o tacticismo político”. Rui Rio critica ainda o PS por ter “batido o recorde histórico da carga fiscal em Portugal”. “Nunca os portugueses pagaram tantos impostos”, afirmou.

O líder social-democrata aponta a necessidade de “colocar o interesse das pessoas e do país em primeiro lugar” como a “mais-valia” que pode oferecer aos portugueses, acrescentando ainda a construção de um “futuro melhor com melhor emprego e salários”. 

Sobre as contas públicas, o líder social-democrata considera que as “contas certas não se resumem aos números do défice, como o Governo pretende fazer querer”, e que Portugal “tem uma dívida muito alta” e que “distribui o dinheiro sem critérios rigorosos de gestão para responder aos problemas do momento”, além de fazer “cativações excessivas que “desvirtuam o orçamento aprovado no Parlamento”.

Com 12 páginas, o jornal de campanha apresenta ainda os cabeças de lista do PSD e divulga algumas das propostas do partido que constam do programa eleitoral das legislativas.