A tirolesa mais longa da Europa já voa em Espanha

Uma pequena vila teve uma grande ideia para atrair visitantes: um zipline com quase 2 km e que “voa” desde mil metros de altura. Acaba de abrir na província de Teruel, Aragão.

,Peñarroya de Tastavins
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DR/Tirolina de Fuentespalda
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Tirolina Fuentespalda
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Até poderia ser o início de uma anedota: “Um grupo de amigos no topo de uma montanha a olhar para a montanha em frente: ‘Sabem o que seria divertido? Podermos voar daqui para ali’”. A anedota continuaria até terminar num gargalhar – na vida real, esta história foi o início de uma aventura, ou não estivesse no alto da Ermida de San Miguel a presidente do pequeno município de Fuentespalda, 292 habitantes aninhados logo abaixo do monte.

Meses de estudos e vieram os resultados: poderia voar-se sobre o vale, mas para tal seria necessário estender o cabo mais comprido jamais instalado entre duas pilastras. Mais meses de trabalho, com helicópteros e outras máquinas para estirar o cabo que nunca tocou o solo, e os resultados estão à vista: em Julho inaugurou-se a tirolesa mais comprida da Europa, entre Fuentespalda e Matarrañas, em Teruel (comunidade autónoma de Aragão, Espanha).

São dois cabos de aço com 1980 metros, o que a coloca entre as tirolesas mais longas da Europa, incluindo-se aqui a francesa La Colmiane que no conjunto dos seus dois ziplines atinge 2663 metros, mas em que o mais comprido se fica por menos 100 metros que o espanhol​. Em Fuentespalda, os cabos estão esticados entre as montanhas (sem qualquer pilar intermédio) e com um desnível de 200 metros (sai-se a mil metros e chega-se a 800): a velocidade chega a ultrapassar os 100 km/h. E como o arnês segura os participantes de barriga para baixo, a sensação de voar é potenciada ao máximo – e a adrenalina também.

Entre outros detalhes, é também, garantem, a “única tirolesa adaptada para pessoas com mobilidade reduzida”.  

Quem quiser viajar até à “Tirolina de Fuentespalda” saiba que é necessário reservar a actividade e que, para minimizar o impacto natural nas duas montanhas unidas pela tirolesa, os acessos são providenciados pela organização, que recolhe os participantes na vila. Até porque o objetivo primordial do projecto é atrair mais turismo à terra e arredores.