Rubis diz que já há “rupturas de stock” de gás em hotéis e restaurantes

Abastecimentos para o centro e para o sul estão “muito condicionados”. Empresa fala em “situação problemática” para os clientes que consomem mais nesta altura do ano.

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LUSA/Mário Cruz

A Rubis Portugal diz que a distribuição de GPL (gás de petróleo liquefeito) embalado e a granel “está a fazer-se de forma muito condicionada” e admite que “já se começam a registar rupturas de stock” no caso do GPL a granel, que é utilizado, por exemplo, por hotéis e restaurantes.

Numa declaração enviada ao PÚBLICO, a segunda maior comercializadora de GPL, a seguir à Galp, referiu que as saídas do parque de armazenagem, da Pergás, em Perafita, que abastece a zona norte do país “têm conseguido até ao momento suprir as necessidades mínimas.

O caso muda de figura nos abastecimentos das zonas centro e sul: “As maiores dificuldades sentem-se nas saídas da CLC [em Aveiras] e de Faro, que abastecem respectivamente as zonas centro e sul do país”, refere a Rubis.

A empresa tem estações de enchimento de carros tanque e de botijas de gás em Perafita, Aveiras (CLC) e Faro. O problema é que não está a conseguir escoar os seus produtos a partir de Aveiras e de Faro por falta de motoristas.

No caso do GPL a granel (que é levado por carros tanque para os depósitos dos clientes da Rubis) “já se começam a registar rupturas de stock” e as “situações mais problemáticas” são aquelas dos clientes que consomem mais nesta altura do ano, como os hotéis, as lavandarias, os restaurantes e a indústria agrícola sazonal, refere a Rubis.

“Se a situação se mantiver, tornar-se-á dramática nos próximos dias para estes clientes”, assegura a empresa do grupo Rubis Énergie.

Quanto ao gás de botija, ainda não há registo de “rupturas ao nível dos clientes”, mas há apreensão, porque “os stocks nos parques de armazenagem estão a baixar”, acrescenta.